Angelus de domingo
“Cessem o fogo! Reabram caminhos de diálogo!”, pede o Papa
15 mar, 2026 - 11:50 • Aura Miguel
Preocupado com o Líbano, que visitou recentemente, o Santo Padre disse esperar “que se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todos os libaneses”.
O Papa Leão XIV voltou a manifestar, este domingo, preocupação face à situação no Líbano e reiterou o seu apelo ao fim da guerra no Médio Oriente.
“Há duas semanas, que os povos do Médio Oriente sofrem a violência atroz da guerra. Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras forçadas a abandonar as suas casas”, lamentou Leão XIV, na manhã deste domingo, no final do Angelus.
“Renovo a minha proximidade na oração a todos os que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas residenciais", acrescentou.
Preocupado com o Líbano, que visitou recentemente, o Santo Padre disse esperar “que se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todos os libaneses”.
Por fim, Leão XIV deixou um forte apelo aos senhores da guerra: ”Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis deste conflito. Cessai o fogo! Que os caminhos do diálogo sejam reabertos! A violência nunca levará à justiça, à estabilidade e à paz que os povos anseiam."
“Abram os olhos para as feridas do mundo”
Antes de rezar o Angelus, Leão XIV lembrou que “a fé não é um acto cego, uma renúncia à razão, um refúgio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do mundo”.
Em vez disso, “a fé ajuda-nos a olhar «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver» (Encíclica Lumen fidei, 18) e, por isso, pede-nos que ‘abramos os olhos', como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo”.
O Papa acrescentou ainda que “face às inúmeras questões que o coração humano coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária uma fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, a justiça e a solidariedade”.
- Noticiário das 17h
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