Vaticano
Papa e Mahmoud Abbas conversam por telefone e reforçam compromisso com a paz no Médio Oriente
16 mar, 2026 - 13:59 • Olímpia Mairos
Leão XIV e o Presidente da Autoridade Palestiniana analisaram a evolução do conflito e apelaram a um cessar-fogo alcançado através do diálogo político e diplomático e do respeito pelo direito internacional.
O Papa Leão XIV falou esta manhã, 16 de março, por telefone com Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Palestiniana, numa conversa centrada na evolução do conflito no Médio Oriente e nas difíceis condições de vida da população palestiniana.
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Segundo um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, os dois responsáveis abordaram os “desenvolvimentos preocupantes do conflito no Médio Oriente e as condições de vida do povo palestiniano”.
Durante a conversa, acrescenta a nota oficial, o Pontífice “renovou o compromisso da Santa Sé em favor da paz, a alcançar através do diálogo político e diplomático, e do pleno respeito pelo Direito Internacional”, sublinhando a necessidade de alcançar um cessar-fogo.
Mahmoud Abbas tinha sido recebido em audiência pelo Papa a 6 de novembro do ano passado, no Palácio Apostólico do Vaticano, por ocasião do 10.º aniversário do acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina. Nesse encontro foi também destacada “a urgência de prestar socorro à população civil em Gaza” e de pôr fim ao conflito, reafirmando a perspetiva de uma solução assente em dois Estados.
Apelo à solidariedade para a Terra Santa
Também esta segunda-feira, o Dicastério para as Igrejas Orientais divulgou o apelo anual da Coleta para a Terra Santa, convidando os católicos de todo o mundo a apoiar as comunidades cristãs do Médio Oriente, marcadas pela guerra e pela instabilidade.
No texto, a Santa Sé alerta que a paz continua distante: “Como esperávamos que a paz pudesse finalmente trazer de volta a vida e a esperança à Terra Santa! Os diálogos e os múltiplos acordos estão acontecendo, mas, ao mesmo tempo, as armas não foram depostas”, lê-se.
O documento lembra que muitos cristãos continuam a abandonar a região devido à insegurança e às dificuldades económicas, sublinhando que “muitos cristãos da Terra Santa perderam tudo, inclusive o trabalho que os levava a servir os peregrinos”.
A Coleta para a Terra Santa realiza-se tradicionalmente na Sexta-Feira Santa e constitui uma das principais formas de apoio às obras educativas, sociais e pastorais da Igreja na região.
A Santa Sé apela à solidariedade dos fiéis para manter viva a presença cristã na região e oferecer esperança às populações afetadas pela guerra: “Para que a vida continue, a vossa contribuição também é necessária”.
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