Relíquia de Santa Beatriz da Silva peregrina pela Diocese de Viseu no Ano Jubilar
17 mar, 2026 - 13:34 • Olímpia Mairos
Iniciativa assinala centenário da beatificação e 50 anos da canonização, com passagem por várias paróquias e momentos de oração.
A relíquia de Santa Beatriz da Silva vai percorrer várias paróquias da Diocese de Viseu no âmbito do Ano Jubilar que assinala os 100 anos da beatificação e os 50 anos da canonização.
A iniciativa é promovida pelas monjas concepcionistas do Mosteiro de Santa Beatriz da Silva, que prepararam um baú simbólico para transportar a relíquia, com cerca de 500 anos. A relíquia será acompanhada por uma imagem da santa e pelo escudo da Ordem da Imaculada Conceição. O baú evoca um episódio marcante da vida da fundadora, quando foi aprisionada, momento decisivo que a levou a dedicar-se a Deus.
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Durante a peregrinação, seguem também materiais de apoio, como uma estampa, uma breve biografia e um guião de oração, além de uma caixa onde os fiéis poderão deixar intenções de oração.
De acordo com as monjas, a iniciativa pretende divulgar a vida e as virtudes da primeira santa portuguesa canonizada e dar a conhecer melhor a espiritualidade da Ordem. As monjas sublinham a importância de aproximar as pessoas da dimensão contemplativa e da escuta.
A peregrinação arranca na quarta-feira, com veneração pública em Santa Comba Dão, seguindo depois para outras paróquias, incluindo Lordosa e Ribafeita, no concelho de Viseu, e posteriormente outras dioceses.
O programa do Ano Jubilar inclui ainda uma vigília de oração a 30 de abril e um concerto comemorativo a 16 de agosto, véspera da festa litúrgica da santa. A 3 de outubro, data da canonização, será benzida uma nova imagem de Santa Beatriz, que ficará à entrada do mosteiro.
Estão também previstos dois congressos internacionais da Ordem, em Campo Maior e Toledo, reunindo religiosas de vários países.
O Mosteiro de Santa Beatriz da Silva foi ainda designado como Igreja Jubilar e local de peregrinação, permitindo aos fiéis obter indulgência plenária.
As religiosas consideram este reconhecimento “uma graça muito grande” e destacam a importância de dar maior visibilidade a uma santa portuguesa ainda pouco conhecida.
Ao longo deste Ano Jubilar, as monjas pretendem aproximar a comunidade da espiritualidade de Santa Beatriz da Silva, marcada pela vida contemplativa, pela clausura e pela profunda devoção à Virgem Maria
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