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Médio Oriente

Vaticano apela ao fim da guerra no Irão e Líbano "o mais depressa possível"

18 mar, 2026 - 19:00 • Ricardo Vieira, com Reuters

“Diria para acabarem o mais depressa possível… e que deixem o Líbano em paz”, afirmou o cardeal Pietro Parolin.

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O secretário de Estado do Vaticano apela aos Estados Unidos e a Israel que acabem com a guerra no Irão e os ataque aos Líbano o mais depressa possível.

“Diria para acabarem o mais depressa possível… e que deixem o Líbano em paz”, afirmou esta quarta-feira o cardeal Pietro Parolin.

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O chefe da diplomacia do Vaticano deixa o apelo ao presidente norte-americano, Donald Trump, mas a “mensagem é também para os israelitas”, sublinhou durante um encontro com jornalistas, no Parlamento italiano.

O cardeal Parolin diz estar preocupado com a possibilidade de o conflito no Médio Oriente escalar ainda mais.

Apela ao Donald Trump e aos outros líderes mundiais que "resolvam os problemas através de meios pacíficos de diplomacia e diálogo".

Nas últimas semanas, o Papa Leão XIV também tem apelado ao fim dos bombardeamentos no Médio Oriente e à via diplomática para a resolução do conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irão.

EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro a operação "Fúria Épica" contra o regime de Teerão.

Até terça-feira, morreram 3.114 pessoas no Irão, entre as quais 1.354 civis, incluindo 207 crianças, avança o grupo de defesa dos direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, que recolheu os dados através de várias fontes.

De acordo com o embaixador do Irão nas Nações Unidas – num balanço divulgado a 6 de março – pelos menos 1.332 pessoas morreram desde o início da guerra.

No Líbano, desde 2 de março, morreram pelo menos 968 em bombardeamentos, de acordo com as autoridades libanesas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que mais de 100 crianças perderam a vida.

Em Israel, os bombardeamentos do Irão e do grupo libanês Hezbollah provocaram a morte a 14 civis. Dois soldados foram mortos no sul do Líbano.

Desde o início da operação contra o Irão, já morreram 13 militares norte-americanos e cerca de 200 ficaram feridos. Dois soldados franceses foram vitimados no ataque contra uma base no Iraque.

O conflito também já provocou vítimas no Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Síria e Omã.

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