Caminhada pela Vida
Bispo de Bragança. "Toda a vida é um presente, o mais belo de todos"
22 mar, 2026 - 09:00 • Henrique Cunha
No final da Caminhada pela Vida, bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida, assinalou que “num momento de encruzilhada e tanta incerteza e violência da história humana”, não é permitido “ficar quietos, desanimados, tristes, indiferentes ou calados”
O bispo de Bragança-Miranda reforçou a defesa do “Compromisso pela Vida” e, no final da Caminhada realizada na cidade citou São João Paulo II, lembrando aos presentes que são “o povo da vida e pela vida”.
D. Nuno Almeida sublinhou que “a vida humana é um dom recebido a fim de, por sua vez, ser doado” e defendeu que se deve dar isso a entender à crianças, adolescentes e jovens através do exemplo dos pais. E referiu que "toda a vida é um presente, o mais belo de todos, mas esse presente é acompanhado, de vez em quando, por pesadas provas". O prelado diz ser necessário ter "isso em conta", para "continuar a ter um olhar maravilhado".
O bispo revelou que uma das pessoas que mais ajudou a entender a vida como um dom foi o seu Bisavô, Tibério, que “já muito idoso e frágil, conservava sempre um espírito de louvor agradecido a Deus e a todos”. “Tinha sempre laranjas a dois rebuçados … para nos dar. Mas dava-nos sobretudo o seu olhar luminoso e de amor!”, acrescentou.
D. Nuno Almeida entende que “não nos é permitido, num momento de encruzilhada e tanta incerteza e violência da história humana, ficar quietos, desanimados, tristes, indiferentes ou calados. Ou ainda simplesmente entretidos e descomprometidos”.
“Estamos perante a tarefa imensa e decisiva da transmissão, as novas gerações, do amor e da vida verdadeira, vida em plenitude, cujo valor e inviolabilidade não se questiona, nem se adjetiva, nem se circunscreve a um tempo determinado”, sublinhou.
O bispo terminou a sua intervenção afirmando que “o Valor da Vida não se questiona” e que “a história da humanidade assim o confirma”. “Até mesmo nos momentos mais violentos e mais dramáticos, esteve sempre em causa a defesa da Vida de um alguém, isolado ou coletivo”, referiu.
“Não há palavras que descrevam o valor da vida de cada um, para cada um. Faltam as palavras, quando queremos definir o valor da Vida. O Valor da Vida não se circunscreve no tempo. Tem um passado, repleto de vidas que nos trouxeram ao nosso presente, que geram outras vidas, vidas essas que projetam o futuro”, concluiu.
- Noticiário das 1h
- 17 mai, 2026








