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É preciso um novo modelo económico que trave as desigualdades?

22 mar, 2026 - 11:10 • José Pedro Frazão

Em tempo de Quaresma, o debate especial “Novos modelos económicos” deixa pistas, na sequência da Mensagem do Papa para a Quaresma.

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Escutar a voz dos oprimidos é um dos desafios da mensagem do Papa para esta Quaresma. Com base nesse desafio, a Renascença quis saber se é preciso um novo modelo económico que trave as desigualdades.

Num debate especial disponível no canal YouTube da Renascença, a economista Susana Peralta, da Universidade Nova, defende que a Europa tem que salvaguardar ainda mais o seu modelo social num mundo conturbado.

"Vamos ter que ter muito cuidado para o defender", admite a economista, que acredita que a Europa tem de "investir claramente na soberania energética", mas também tem de tomar decisões no que à energia fóssil diz respeito. "A Europa tem aqui escolhas políticas muito complicadas pela frente, mas não há nenhuma razão para desistirmos do modelo social, porque o modelo social é uma das nossas forças", defende.

Para Filipe Santos, diretor da escola de negócios da Universidade Católica, a Europa tem que se afirmar com coragem como um bloco forte em defesa da democracia liberal face aos EUA e à China. O especialista sugere mesmo que os europeus deixem de aplicar poupanças em ativos norte-americanos.

"Por que é que as nossas poupanças, em vez de serem reinvestidas na indústria e na atividade económica na Europa estão a ser canalizadas para o mercado americano?", questiona Filipe Santos, que compara o mercado norte-americano a um "casino com corrupção, conflitos de interesse e sem regras".

"Fala-se muito da união das poupanças e do investimento. É fundamental avançar com coragem nessa área", determina, num debate sobre os modelos económicos que melhor servem o combate às desigualdades, para ver em rr.pt e no canal YouTube da Renascença.

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