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Papa. “Não podemos calar: o sofrimento de inocentes é um escândalo para a Humanidade”

22 mar, 2026 - 12:13 • Aura Miguel

No final do Angelus, o Papa renovou o seu apelo “para que se persevere na oração para que cessem as hostilidades e se abram, finalmente, caminhos de paz fundados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana”.

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Leão XIV reiterou, esta manhã, a sua consternação pela guerra e violência que continuam a atingir o Médio Oriente e outras regiões do mundo. “Não podemos permanecer em silêncio perante o sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas destes conflitos. Tudo o que as fere, fere toda a humanidade. A morte e a dor causadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana, é um clamor a Deus”, afirmou com veemência.

No final do Angelus, o Papa renovou o seu apelo “para que se persevere na oração para que cessem as hostilidades e se abram, finalmente, caminhos de paz fundados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana”.

O efémero não sacia a nossa sede de infinito

Antes de rezar o Angelus, o Santo Padre deixou alguns conselhos aos fiéis que só procuram mudanças e novidades, “mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes – tempo, energias, valores, afetos –, como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais”.

Leão XIV afirmou que esta procura é o sintoma “de uma necessidade de infinito que cada um de nós traz em si, mas cuja resposta não pode ser confiada ao que é efémero”. E, citando o seu “pai na fé”, Santo Agostinho, sublinhou que “nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos n’Ele (cf. Confissões, I, 1.1)”. O que liberta os nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que nos aprisionam nos sepulcros do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade, “é aderir ao convite de Jesus: «Vem cá para fora!» (Jo 11, 43), encorajando-nos a sair, regenerados pela sua graça, desses espaços confinados, para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites”.

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