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Religião

​Assinalam-se 380 anos de Nossa Senhora como padroeira de Portugal

25 mar, 2026 - 14:40 • João Maldonado

Foi a 25 de março de 1646 que D. João IV entregou a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição. Desde aí mais nenhum rei ou rainha a voltou a usar. Sociedade História da Independência de Portugal vai passar a celebrar a data todos os anos.

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“Em 1646 D. João IV consagrou Portugal à sua padroeira e rainha Nossa Senhora. Depositou a coroa ao lado de uma imagem que estava presente e a partir daí nunca mais foi usada por nenhum rei ou rainha a coroa de Portugal – porque pertencia a Nossa Senhora da Conceição”, explica o presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal no dia em que se assinalam 380 anos da data.

José Ribeiro e Castro sublinha, em declarações à Renascença, que o objetivo, “uma das missões” da Sociedade, passa por celebrar estes acontecimentos e, por isso, na sua direção “foi aumentado o elenco de datas históricas”.

A ideia é que este dia, que “tem um significado especial na história de Portugal, comece a ser celebrado todos os anos. Ainda assim, provocado por uma pergunta sobre se deveria ser elevado a feriado este marco, Ribeiro e Castro ri-se e diz que “nem tudo tem de ser feriado”, havendo “formas de solenizar estes dias pelas celebrações que fazemos”.

E, mantendo o sorriso, acrescenta: “Bem podíamos copiar os hábitos da monarquia, em que estes dias eram de gala ou de grande gala”. “Grande gala” corresponde, em traços gerais, aos feriados e este seria considerado um nível abaixo, mas ainda assim importante. Ou seja, um dia de “gala” apenas.

25 de março é também, relembra o presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, “o dia da anunciação na tradição cristã, da conceção de Jesus Cristo que nasceria nove meses depois”.

Não sendo a exata imagem a que D. João IV entregou a coroa do país, no Palácio da Independência, onde funciona a instituição e onde decorrem as cerimónias, está presente uma “imagem bastante rara” de Nossa Senhora. Cedida pelo Museu Nacional de Arte Antiga, “terá sido produzida entre 1640 e 1660” – coincidido, portanto, com o período em causa.

Depois de uma missa de Ação de Graças no interior do Palácio, presidida pelo padre jesuíta António Júlio Trigueiros, seguiu-se uma bênção apostólica e uma indulgência plenária aos presentes junto dessa mesma imagem colocada nas portas do edifício.

Ao momento de oração sucede-se um almoço-convívio, uma atuação musical por parte de um grupo de estudantes de uma escola profissional de Espinho, “que se deslocaram de propósito a Lisboa”, e uma palestra lecionada pelo Professor Augusto Moutinho Borges, sobre Nossa Senhora da Conceição na história de Portugal.

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