Bispo do Porto anuncia constituição da Comissão Central para Sínodo Diocesano
25 mar, 2026 - 08:55 • Redação
D. Manuel Linda diz que o processo sinodal está “em marcha acelerada” e que a fase preparatória envolveu a consulta de todos os órgãos de participação da diocese.
O bispo do Porto, D. Manuel Linda, dirigiu-se aos fiéis da diocese para assegurar que o Sínodo Diocesano – anunciado oficialmente no encerramento do Jubileu de 2025 – continua a avançar conforme o planeado. Numa mensagem video, o bispo sublinha que, embora parte do trabalho tenha decorrido de forma menos visível, "a estrutura organizativa está agora consolidada".
D. Manuel Linda reforça que o projeto não perdeu fôlego, destacando a seriedade com que a Igreja local encara este momento de reflexão e mudança: “O Sínodo não está esquecido. Está a andar em bom ritmo e estamos a cumprir aquilo que é inerente ao próprio Sínodo, que é o trabalho preparatório."
De acordo com o prelado, a constituição da Comissão Central é apenas o primeiro passo de uma estrutura que se pretende abrangente. "A partir de um grupo de trabalho mais vasto, deverão nascer várias comissões setoriais para abordar áreas específicas da vida eclesial", referiu.
“O Sínodo está em marcha. Nada o parará. Vamos meter-nos neste comboio que está em marcha acelerada? Todos daremos contributos para o Sínodo" afirmou D. Manuel Linda, para apelar à mobilização de todos os católicos do Porto.
Embora o tema específico deste Sínodo esteja em fase de definição, o processo baseia-se na auscultação realizada em 2022. Esse diagnostico prévio revelou uma diocese de contrastes.
Entre os principais desafios apontados pelos fiéis na última síntese sinodal, destacam-se a percepção de uma Igreja por vezes “fechada sobre si mesma” e resistente à mudança; críticas à falta de inclusividade perante divorciados, pessoas em uniões de facto e pessoas com diferentes orientações sexuais; a necessidade de uma gestão mais aberta, especialmente após o impacto dos escândalos de abusos sexuais e o desejo de uma igualdade real de funções e de uma linguagem litúrgica mais atual.
Por outro lado, o documento de 2022 também sublinhou a vitalidade da Igreja no Porto, elogiando a sua forte ação social junto dos mais desfavorecidos, o papel das comunidades religiosas e a importância da fé como um “alicerce” num mundo marcado pelo individualismo.
- Noticiário das 17h
- 13 mai, 2026








