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Audiência Geral

Face à loucura da guerra, Leão XIV apela à defesa da vida

25 mar, 2026 - 11:23 • Aura Miguel

Papa apela à defesa da vida e ao diálogo inter-religioso num mundo marcado pela guerra e divisão.

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“Num tempo marcado pela loucura da guerra, é importante defender a vida desde a conceção à sua morte natural”, frisou esta manhã o Papa, por ocasião do Dia da Santidade da Vida que se assinala na Polónia. “Precisamos realmente de iniciativas como a da adoção espiritual de uma criança concebida”, acrescentou no final da Audiência geral, referindo-se a uma iniciativa hoje mesmo lançada naquele país.

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A catequese desta quarta-feira foi dedicada aos ensinamentos da Lumen Gentium e à dimensão hierárquica do Povo de Deus, que tem o seu fundamento nos Apóstolos, “colunas vivas escolhidas por Jesus e enviados pelo Senhor para perpetuar a sua missão”. Isso, porém, “não significa que os elementos visíveis da Igreja provenham de uma vontade meramente humana ou terrena”.

O Santo Padre recordou que “a Igreja não é algo que inventamos, mas antes uma instituição divina estabelecida pelo próprio Jesus que nomeou os apóstolos, colocando Pedro à sua frente, e enviou-os a continuar a sua missão salvífica até ao seu regresso em glória”. E acrescentou: “Para perpetuar esta mesma missão, os ministros foram investidos de poder sagrado para serem os sucessores dos Apóstolos como Bispos, em cujo ministério também participam sacerdotes e diáconos através do Sacramento da Ordem. E são consagrados para servir os fiéis, edificar a Igreja e assegurar a transmissão frutuosa da fé”.

Cristãos e muçulmanos pela paz em África

Antes da audiência geral na Praça de São Pedro, o Papa recebeu uma delegação dos participantes no Programa para as Relações Cristão-Muçulmanas em África.

“Num mundo cada vez mais marcado por radicalização religiosa, divisão e conflito, o vosso testemunho comum mostra que é possível viver e trabalhar juntos em paz e harmonia, apesar das diferenças culturais e religiosas”, disse.

Referindo-se aos 60 anos do documento conciliar Nostra aetate, Leão XIV recordou a grande responsabilidade do todos em “ajudar o nosso povo a libertar-se das correntes do preconceito, da raiva e do ódio; ajudá-lo a superar o egoísmo e o egocentrismo; ajudá-lo a vencer a ganância que destrói tanto o espírito humano como a terra. Desta forma, podemos conduzir os nossos povos a tornarem-se profetas do nosso tempo – vozes que denunciam a violência e a injustiça, curam a divisão e proclamam a paz a todos os nossos irmãos e irmãs”.

O Papa, que brevemente visitará quatro países africanos (Argélia, Camarões Angola e Guiné Equatorial, de 13 a 23 de abril), sublinhou que a Igreja Católica apela à compreensão mútua e ao respeito pelos seguidores de outras religiões e “nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo», pois elas «refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens”. Por fim, deixou um incentivo “para se avançar no diálogo com os seguidores de outras religiões e promover a paz e um espírito de fraternidade entre todos”.

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