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Mosteiro Trapista de Palaçoulo torna-se priorado simples

26 mar, 2026 - 09:44 • Olímpia Mairos

Comunidade inicia nova etapa com maior autonomia e compromisso definitivo das monjas de viver naquele mosteiro para sempre.

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O Mosteiro Trapista Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, passou a ser oficialmente um priorado simples, marcando o início de uma nova fase com maior autonomia para a comunidade.

A cerimónia decorreu na quarta-feira, dia da Anunciação do Senhor, e foi presidida pelo bispo diocesano, D. Nuno Almeida, com a presença do arcebispo de Braga, D. José Cordeiro.

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Fundado por monjas vindas de um mosteiro em Itália, com o qual sempre manteve ligação, o mosteiro reúne agora todas as condições exigidas pela Igreja — nomeadamente a clausura, o sustento e o acompanhamento espiritual —, permitindo este reconhecimento oficial.

Durante a celebração, e após a leitura do documento da Santa Sé, as monjas Giusy Maffini (superiora), Augusta Tescari, Annunziata Levi, Maria Luce Galgano, Sara Smacchia, Deborah Volontè, Lucia Villarosa, Alice Piccinini e Margherita Baldini fizeram o seu compromisso definitivo de viver no mosteiro “para sempre”.

O projeto começou a ganhar forma em 2016, no Mosteiro de Vitorchiano, em Itália, e foi sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos. Está localizado no lugar do Alacão, em Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro.

Inaugurado em outubro de 2024, este é o primeiro mosteiro trapista em Portugal, descrito pelas monjas como uma “aldeia para Deus”. Fundado por 10 monjas italianas da Ordem Cisterciense de Estrita Observância, representou um investimento de cerca de seis milhões de euros.

Com capacidade para 40 monjas, o espaço inclui ainda uma hospedaria para acolher visitantes e turistas, funcionando também como fonte de sustento da comunidade.

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