Missa Crismal
Arcebispo de Braga está preocupado com cansaço dos padres
02 abr, 2026 - 13:22 • Henrique Cunha
D. José Cordeiro aproveitou homilia da Missa Crismal para lembrar o cansaço dos sacerdotes por escassez de recursos e mostrou-se preocupado com a realidade que diz que “somos cada vez mais velhos”.
O arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, lembrou na Missa Crismal desta Quinta-Feira Santa que a celebração “manifesta comunhão fraterna” e disse esperar que “seja autêntico momento de harmonia”.
Na sua homilia na Missa Crismal, esta manhã, na Sé de Braga, D. José Cordeiro apelou à participação dos sacerdotes no Simpósio do Clero, que este ano se realiza de 31 de agosto a 3 de setembro, em Fátima, e que segundo o arcebispo de Braga é um dos muitos momentos de “formação integral necessários para o presbítero”.
O arcebispo de Braga alertou que o facto de se não ter em conta que “também somos discípulos, e não apenas pastores, pode fazer de nós homens desligados da vida das pessoas aos quais fomos enviados a servir”.
O prelado citou a Carta Apostólica “uma fidelidade que gera futuro”, em que o Papa Leão XIV diz que “os presbíteros são chamados também hoje a uma fidelidade que gera futuro, na consciência de que perseverar na missão apostólica oferece a possibilidade de nos interrogarmos sobre o futuro do ministério”.
Mais à frente, D. José dirigiu-se aos “bispos, presbíteros e diáconos”, para falar do “mundo complexo e em mudança acelerada” e para apelar a um discernimento que permite “decidir novos modos de sermos igreja que caminha unida neste território bracarense”.
D. José Cordeiro diz que “felizmente, ainda somos, um presbitério com muitos sacerdotes”, contudo, referiu que “a realidade diz que somos cada vez mais velhos, permanecendo ativos até idades bem avançadas”. “Ainda que tenhamos a grande graça de ordenarmos alguns novos padres, estes dados não são suficientes para a renovação geracional do presbitério bracarense”, acrescentou.
O arcebispo reconheceu que “muitos se sentem no seu trabalho pastoral cada vez mais cansaços, sobrecarregados até, porque estamos a tentar manter um estado de coisas que exige muito mais recursos do que aqueles que temos disponíveis atualmente”.
D. José deixou ainda algumas questões para a reflexão dos sacerdotes: “Caríssimo Padre, como encaras as tuas fragilidades? Como cuidas do descanso pessoal, da oração, das relações familiares e de amizade significativas? O que podes fazer para uma relação mais saudável entre o presbitério, que seja fonte e meta de um ministério mais feliz, frutuoso e humana, espiritual e pastoralmente realizado?”
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