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missa crismal em beja

D. Fernando Paiva destaca "alegria, comunhão e missão" do sacerdócio

02 abr, 2026 - 14:07 • Ecclesia

“Alegrai-vos pelo dom recebido pela imposição das mãos, pela missão que vos foi confiada", proclamou o bispo de Beja.

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O bispo de Beja, D. Fernando Paiva refletiu sobre “o dom do sacerdócio”, e de “alegria, comunhão e missão” com os padres da diocese, na Missa Crismal, celebração de renovação das promessas e bênção dos santos óleos, a que presidiu, na Sé.

“O sacerdócio é dom. Não é fruto de mérito, nem conquista pessoal, mas dom gratuito, que nos ultrapassa e nos configura, pela força do Espírito Santo, a Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja. Esta é a nossa identidade e define-nos não apenas nas ações, mas no ser, no mais profundo do nosso ser”, disse D. Fernando Paiva.

O bispo falou aos seus padres “de alegria, de comunhão e de missão”.

“Alegrai-vos pelo dom recebido pela imposição das mãos, pela missão que vos foi confiada. Caríssimos fiéis, alegrai-vos pelo dom do sacerdócio ministerial. Demos graças pelos nossos sacerdotes, pelo seu ministério”, pediu D. Fernando Paiva, tendo salientado que a leitura da Profecia de Isaías falava do “óleo da alegria”.

O bispo de Beja recordou que o Papa Francisco afirmou que “a alegria do sacerdote é uma alegria que tem o seu ninho no coração do Senhor”, na Missa Crismal, em 2014.

Sobre a comunhão, o responsável diocesano explicou que “não é uma realidade abstrata, mas concreta”, e vivida em quatro dimensões fundamentais: “a comunhão com Deus, com o Bispo, com os irmãos sacerdotes e com o Povo de Deus”.

“O sacerdote é, por vocação, um homem de comunhão e um construtor de comunhão, ou melhor, um instrumento de Deus ao serviço da comunhão eclesial”, acrescentou, e citou o Papa São João Paulo II, em 1995: “O sacerdote é chamado a edificar a Igreja como comunhão”.

Ainda sobre a ‘comunhão com o Povo de Deus’, e de modo particular os párocos, realçou que cada padre é “chamado a ser artífice de comunhão”, exerce essa missão “através do diálogo, da escuta atenta, do discernimento espiritual e da orientação pastoral”, ajudando cada fiel a encontrar “o seu lugar no Corpo de Cristo”.

Quanto à ‘missão’, D. Fernando Paiva explicou ao clero que Jesus chama-os e associa-os à sua, nas “circunstâncias concretas das vidas e do tempo” que vivem, e salientou que o processo sinodal em curso orienta-os “para uma Igreja cada vez mais consciente da sua natureza missionária”.

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