missa crismal em roma
"Nesta hora sombria da história", Papa pede aos sacerdotes “unidade e paz"
02 abr, 2026 - 11:12 • Aura Miguel
Leão XIV celebrou a sua primeira Missa Crismal como bispo de Roma.
O Papa Leão XIV lembrou, nesta manhã de Quinta-feira Santa, aos sacerdotes, a importância do testemunho pessoal, que implica obediência à voz do Espírito, sem nunca negligenciar ou romper a comunhão.
Na sua primeira Missa Crismal que celebrou, na Basílica de São Pedro, como bispo de Roma, Leão XIV disse que, apesar da “dramática possibilidade de incompreensão e de rejeição”, todos são chamados a partilhar a vida, sem estratégias calculistas, no diálogo e no respeito.
Cada um, de acordo com a sua vocação, é chamado a “uma obediência muito pessoal à voz do Espírito, mas nunca sem os outros, nunca negligenciando ou rompendo a comunhão”.
O Santo Padre insistiu que “o amor só é verdadeiro se estiver desarmado – desprovido de muitos empecilhos e sem nenhuma ostentação –, se guardar delicadamente a fraqueza e a nudez” e frisou que “não há «Boa-nova aos pobres» (Lc 4, 18) se formos ao seu encontro com sinais de poder, nem há libertação autêntica se não nos libertarmos do possuir”.
No actual contexto, “a ocupação imperialista do mundo” pode ser interrompida “a partir de dentro, a violência que até hoje se faz lei é desmascarada",
"O Messias pobre, prisioneiro, rejeitado, precipita-se na escuridão da morte, mas assim traz à luz uma nova criação”, sublinhou.
Contra as “lógicas de domínio” que, ao longo da história, ensombraram a missão da Igreja, “totalmente estranhas ao caminho de Jesus Cristo”, o Papa considerou prioritário recordar que “o bem não pode advir da prevaricação, nem no âmbito pastoral, nem no âmbito sócio-político” e apontou para o exemplo dos grandes missionários “testemunhas de aproximações feitas com delicadeza, cujo método consiste na partilha da vida, no serviço desinteressado, na renúncia a qualquer estratégia calculista, no diálogo, no respeito”.
“Nesta hora sombria da história, foi do agrado de Deus enviar-nos para difundir o perfume de Cristo onde reina o odor da morte. Renovemos o nosso ‘sim’ a esta missão que nos exige unidade e que traz a paz. Sim, aqui estamos! Superemos o sentimento de impotência e de medo!”, afirmou.
Mais logo, Leão XIV celebra a missa da Ceia do Senhor na Basílica de S. João de Latrão, recuperando assim uma tradição pontifícia interrompida pelo Papa Francisco que sempre a celebrou em prisões, lares ou instituições para desfavorecidos.
- Noticiário das 4h
- 18 abr, 2026








