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Vigília Pascal

Patriarca pede aos fiéis que sejam “construtores de um mundo iluminado pelo amor”

04 abr, 2026 - 23:00 • Ana Catarina André

Na homilia da Vigília Pascal, D. Rui Valério evocou “os campos de guerra”, mas também “as casas destruídas, as famílias desfeitas e as consciências endurecidas”.

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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, lembrou este sábado na Vigília Pascal, na Sé de Lisboa, que a presença de cada um na sociedade “nunca pode ser neutra, mas sim sustentada na condição de ressuscitados e, como tal, construtores de um mundo iluminado pelo amor”.

Na homilia, o bispo afirmou que “nestes tempos de elevada complexidade, em que as notícias de luz são zelosamente ignoradas para que prevaleçam as da morte, da guerra e do homem como obra fracassada”, cada fiel é chamado a ser “sal e luz”, para que a Ressurreição alcance “os campos de guerra, as casas destruídas, as famílias desfeitas, os corações divididos, as consciências endurecidas”.

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Para D. Rui Valério, a Ressurreição “não é um acontecimento passado, mas atual”.

“A humanidade alcançou uma nova condição: embora sendo seres criados, possuímos, pela graça de Deus, o chamamento à divinização; e, ainda que pertençamos à história, sustentamo-nos na esperança da vida eterna.”

O bispo acredita que ser cristão "é aceitar o nomadismo espiritual": “Deus não está retido nos nossos conceitos, nos nossos sistemas de culpa, nem sequer na nossa religiosidade estática. Ele ‘vai à vossa frente’. Ser cristão, nesta noite, é aceitar este nomadismo espiritual; é ser um eterno principiante."

Com a Ressurreição, sublinha o Patriarca de Lisboa, “o mundo reencontra sentido, não só para o seu fazer e produzir, mas, fundamentalmente, para o seu ser”. “A Páscoa é a permissão divina para começarmos de novo, mesmo quando tudo em nós diz que é tarde demais.”

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