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Turistas enchem Sé de Braga, "ponto obrigatório" nas celebrações da Semana Santa

04 abr, 2026 - 13:58 • Isabel Pacheco

Turistas chegam um pouco de todo o mundo para a Semana Santa de Braga, mas a incerteza causada pela guerra no Irão paira sobre a restauração e o comércio. Este ano são esperados 500 mil visitantes, um novo recorde.

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Turistas enchem Sé de Braga, "ponto obrigatório" nas celebrações da Semana Santa
Ouça a reportagem da jornalista Isabel Pacheco junto à Sé de Braga nesta Semana Santa

À porta da Sé de Braga, João Rodrigues – guia turístico – chama um a um pelo nome dos turistas do grupo que acaba de visitar a Catedral. São sobretudo espanhóis, italianos e brasileiros e seguem agora a visita pelo centro histórico da cidade.

A Semana Santa de Braga é “ponto obrigatório” no calendário do turismo, assinala o guia turístico que, todos os anos, dá a conhecer a cidade dos Arcebispos a visitantes vindos um pouco de todo o mundo.

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Mais à frente, de mapa na mão, Freimim avança com a mulher Isaura em passo lento pela rua do comércio em pleno centro histórico. O casal de Lisboa chegou a Braga na quinta-feira e regressa a casa na segunda-feira. Nestes dias guardam na memória o silencio que encheu a Catedral e a cidade em noite do Enterro do Senhor.

“Toda a multidão estava em silêncio absoluto durante duas horas”, sublinha o lisboeta que garante nunca ter assistido a nada igual. Ao lado, a mulher Isaura confirma: “Ele ficou muito impressionado”.

“Ao meu lado estava um jovem que estava a soluçar”, acrescenta Freimin. De facto, insiste, foi “impressionante”.

Na mesma rua encontramos Zulmira atarefada com sacos de compras. São as “últimas” para o dia de Páscoa, conta-nos a septuagenária.

Para esta moradora do centro histórico de Braga as multidões que, por esta altura, enchem a Sé não lhe são estranhas. Lamenta nem sempre conseguir assistir a todas as cerimónias. “É sempre muito movimento. Ainda ontem [sexta-feira] não consegui entrar na Sé que estava tudo cheio”. “Estava completa”, aponta Zulmira, que reconhece que o que mais gosta é da “cruz”.

“O compasso vai a todas as casas que lhe abram a porta. Vai a todas as casas e a minha também vai, se Deus quiser”, remata Zulmira, que se despede, apressada.

No café (que é também restaurante) em frente à Sé ouvimos a queixa de Francisco Oliveira de que "há mais gente do que que negócio". A culpa, diz, “é da guerra” que está a retirar poder de compra.

“Está mais fraco do que no ano passado”, atira o empresário. “A guerra está a afetar a todos. As coisas estão mais caras e as pessoas consomem menos devido a esses problemas mundiais”, justifica Francisco.

Em 2025 passaram por Braga 380 mil visitantes durante as solenidades da Semana Santa. Este ano espera-se que o número de turistas supere os 500 mil.

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