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Grupo Vita continua a receber novas denúncias de alegados abusos na Igreja

11 abr, 2026 - 13:00 • Hugo Monteiro

São casos antigos, cujos alegados abusadores já morreram, confirmou aos jornalistas Rute Agulhas. Vítimas não procuram compensação financeira.

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[Atualizado às 14h45]

Continuam a chegar ao Grupo Vita novas denúncias de alegados abusos na Igreja. São casos antigos, cujos alegados abusadores já morreram.

A indicação foi dada pela coordenadora deste organismo, Rita Agulhas, este sábado de manhã, durante o encontro nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis em Fátima.

Rute Agulhas revelou que se tratam de casos "em que as pessoas claramente procuram ajuda, não pensando em compensação financeira".

"Querem falar, muitas vezes pela primeira vez, ou porque desejariam de beneficiar de apoio psicológico, por exemplo", acrescenta.

Nestas declarações aos jornalistas, em Fátima, Rute Agulhas confirmou ainda que continua a haver pessoas que recorrem ao Grupo Vita para denunciar alegados casos de abusos noutros contextos que não a Igreja - casos que são reencaminhados para outros organismos.

"Pessoas que foram vítimas de situação abusivas na família, na escola, escolas não católica, noutros contextos. Somos também procurados em casos de violência doméstica, situações que não se enquadram no âmbito da nossa missaão e que reencaminhamos para as autoridades mais competentes".

Esta responsável não quis comentar os valores já definidos para as compensações de 57 vítimas de abusos na Igreja.

Com o atual plano de atividades do Grupo Vita a terminar no final de Maio, Rute Agulhas confirmou a "disponibilidade para continuar" o trabalho feito por este organismo criado pela Igreja para acompanhar as vítimas de abuso, mas com objetivos que serao redefinidos. "Passados três anos (da crianção do Grupo Vita), os objetivos serão um pouco diferentes", indicou.

A decisão de prolongar, alterar ou substituir o Grupo Vita será tomada na próxima semana pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que vai eleger novos representantes para os vários órgaos da CEP.

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