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Regina Coeli

Leão XIV reitera fortes apelos à paz na Ucrânia, Líbano e Sudão

12 abr, 2026 - 12:20 • Aura Miguel

Antes da oração mariana, na Praça de São Pedro e a poucas horas da sua viagem a quatro países africanos, Leão XIV elogia o testemunho de um grupo de cristãos que morreram por fidelidade à Eucaristia.

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Ao saudar os cristãos de rito oriental que celebram a Páscoa este domingo, segundo o calendário juliano, o Santo Padre reiterou prementes apelos à paz.

“Acompanho, com as mais intensas orações, aqueles que sofrem por causa da guerra, especialmente o querido povo ucraniano. Que a luz de Cristo traga conforto aos corações aflitos e reforce a esperança de paz. Que não diminua a atenção da comunidade internacional para o drama desta guerra”, afirmou, no final da recitação do Regina Coeli.

O mesmo fez com o povo libanês: “Estou mais perto do que nunca, nestes dias de dor de medo e de esperança inabalável em Deus. O princípio de humanidade, inscrito na consciência de cada pessoa é reconhecido pelas leis internacionais, implica a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra”, sublinhou, terminando com um apelo às partes em conflito “para que cessem o fogo e procurem, com urgência, uma solução pacífica”.

Também a dura situação no Sudão merece a preocupação do pontífice. “Na próxima quarta-feira, completam-se três anos desde o início do sangrento conflito no Sudão. “Quanto está a sofrer o povo sudanês, vítima inocente desta tragédia desumana!”, desabafou Leão XIV.

“Renovo o meu sincero apelo às partes beligerantes, para que silenciem as armas e iniciem um diálogo sincero, sem pré-condições, com o objetivo de pôr fim, quanto antes, a esta guerra fratricida”, implorou.

Papa elogia mártires africanos, na véspera da sua viagem apostólica

Antes da oração mariana, na Praça de São Pedro e a poucas horas da sua viagem a quatro países africanos, Leão XIV elogia o testemunho de um grupo de cristãos que morreram por fidelidade à Eucaristia.

“A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã”, afirmou. “Amanhã partirei para a viagem apostólica à África, e foram precisamente alguns mártires da Igreja africana dos primeiros séculos – os mártires de Abitene – que nos deixaram um belíssimo testemunho a este respeito”.

Estes 49 mártires de Abitene foram executados em Cartago, norte de África, no ano 304, por terem celebrado e participado na missa, contrariando as ordens do imperador Diocleciano.

“Diante da oferta de terem a vida poupada, desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o Dia do Senhor”, recordou Leão XIV.

“É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo – o Corpo de Cristo – na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade”, sublinhou.

No atual contexto, o Papa insistiu que os cristãos devem dar o exemplo, uma vez que, através da Eucaristia “também as nossas mãos se tornam testemunhas da presença do Ressuscitado, da sua misericórdia, da sua paz, nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente nelas ficam gravados, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade”.

“Num mundo que tanto necessita de paz, isto compromete-nos, mais do que nunca, a ser assíduos e fiéis ao nosso encontro eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirmos como testemunhas da caridade e portadores da reconciliação”, concluiu.

Nesta segunda-feira, dia 13 de abril, Leão XIV parte para a Argélia, onde permanecerá dois dias, prosseguindo depois para os Camarões, Angola e Guiné Equatorial. No final do Regina Coeli, o Papa pediu aos fiéis que o acompanhem nesta viagem apostólica, com as suas orações.

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