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Igreja

Bispos escolhem sucessor de D.José Ornelas na presidência da Conferência Episcopal Portuguesa

13 abr, 2026 - 07:53 • Jaime Dantas com ECCLESIA

Os estatutos não permitem a recondução de D. José Ornelas, depois de ter sido eleito por dois mandatos. A nova direção deve ser escolhida por maioria absoluta, durante a Assembleia Plenária da CEP, que começa esta segunda-feira.

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Arranca esta segunda-feira, em Fátima, a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), organismo onde estão representadosos bispos de todas as dioceses, para melhor exercerem as suas funções pastorais.

De acordo com a agência ECCLESIA, que cita o secretariado da CEP, o arranque do encontro acontece na tarde de segunda-feira, às 16h00, com as palavras do atual presidente do organismo, D. José Ornelas. Os estatutos não permitem a recondução, depois de ter sido eleito por dois mandatos (2020 e 2023).

Os bispos diocesanos e auxiliares vão escolher o novo presidente, vice-presidente, os vogais do Conselho Permanente, o secretário, e os presidentes das comissões episcopais, para um mandato até 2029. Todos terão de ser eleitos por maioria absoluta.

Em declarações recentes à Renascença, D. José Ornelas recordou os últimos anos, marcados por "dificuldades", marcados pela pandemia de COVID-19 e pelo processo dos abusos sexuais na igreja.

"Estes seis anos à frente da Conferência Episcopal, foram um grande dom, um grande desafio, fi-lo com paixão. No meio de dificuldades, nós estávamos na pandemia. Depois, este processo dos abusos, as crises económicas, agora veio o vendaval para a minha diocese", dizia o prelado nessas declarações a 1 de abril.

O bispo de Leiria-Fátima considera também importante haver rotatividade nos cargos e ressalva que, apesar das difrentes opiniões no seio da CEP, tem sido possível "chegar a plataformas comuns de enfrentar os problemas".

"Percebemos que somos igreja, para além de tudo. Tenho muito medo da unanimidade, porque tocando violino podemos cair todos no mesmo buraco", diz.

No programa de trabalhos para a Assembleia Plenária, que termina na quinta-feira, consta ainda a avaliação do momento atual da proteção de menores e adultos vulneráveis, a evolução do processo sinodal e o Relatório de Contas de 2025 do Secretariado-Geral da CEP.

A agenda prevê a apreciação do quadro de referência para a Pastoral Juvenil em Portugal e de um documento evocativo do oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis.

A CEP foi formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, com a ratificação pela Santa Sé dos primeiros Estatutos aprovados na Assembleia Plenária de 16 de maio, revistos posteriormente em 1977, 1984, 1999 e 2005; é o conjunto dos bispos das dioceses que, para melhor exercerem as suas funções pastorais, põem em comum preocupações e experiências, acertam critérios de ação e coordenam esforços.

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