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Papa na Argélia. “Sois herdeiros de uma tradição que remonta aos primeiros séculos do cristianismo"

13 abr, 2026 - 20:41 • Marisa Gonçalves

Leão XIV encontrou-se com a comunidade católica argelina e sublinhou a importância da oração, da caridade e do diálogo entre religiões.

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O Papa Leão XIV terminou, esta segunda-feira, o seu primeiro dia de visita à Argélia com um encontro com a comunidade argelina, na Basílica de Nossa Senhora de África.

O Sumo Pontífice foi recebido com cânticos religiosos e escutou testemunhos de fiéis. No seu discurso, o líder da Igreja Católica lembrou os “mártires da Argélia” e as ligações ao catolicismo.

"A vossa comunidade tem raízes muito profundas. Sois herdeiros de uma série de testemunhas que deram a vida, movidas pelo amor a Deus e ao próximo. Penso, em particular, nos dezanove religiosos e religiosas mártires da Argélia, que escolheram estar ao lado deste povo nas suas alegrias e nas suas dores. O sangue deles é uma semente viva que nunca deixa de dar fruto”, referiu.

O Papa prosseguiu recordando Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos do cristianismo.

“Vós sois também herdeiros de uma tradição ainda mais antiga, que remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Nesta terra, ressoou a voz fervorosa de Agostinho de Hipona, precedida pelo testemunho da sua mãe, Santa Mónica, e de outros santos. A sua memória é um apelo luminoso para que sejamos, hoje, sinais credíveis de comunhão, diálogo e paz".

A escolha da Argélia para o arranque desta visita apostólica tem o simbolismo de se tratar da pátria de Santo Agostinho, fundador da ordem a que pertence Roberto Prevost, o agora Papa Leão XIV.

Perante a comunidade argelina, na Basílica de Nossa Senhora de África, Leão XIV também sublinhou a importância da oração, da caridade e da unidade entre as nações, num contexto internacional marcado por inúmeros conflitos.

“Num mundo onde as divisões e as guerras semeiam dor e morte entre as nações, nas comunidades e até mesmo nas famílias, o vosso viver unidos e em paz é um grande sinal. Unidos, difundis a fraternidade, inspirando nos que vos rodeiam desejos e sentimentos de comunhão e reconciliação, com uma mensagem tanto mais forte e clara quanto testemunhada na simplicidade e na humildade", afirmou.

Com estas palavras, Leão XIV apelou ao aprofundamento dos laços de fraternidade entre cristãos e muçulmanos.

“Sinal disso, é esta mesma basílica, símbolo de uma Igreja de pedras vivas, na qual, sob o manto de Nossa Senhora de África, se constrói a comunhão entre cristãos e muçulmanos”, apontou.

O Papa prossegue, esta terça-feira, o seu segundo e último dia de estadia na Argélia, antes de viajar para os Camarões.

Começará o dia com uma visita à cidade de Annaba, antiga Hipona, onde Santo Agostinho foi bispo, e conhecerá o sítio arqueológico de Hipona.

Leão XIV seguirá depois até à casa de acolhimento de idosos das Irmãzinhas dos Pobres, antes mesmo de se encontrar com membros da Ordem Agostiniana.

O Papa celebrará ainda missa na Basílica de Santo Agostinho, no seu último ponto do programa deste terça-feira.

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