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Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”

14 abr, 2026 - 17:15 • Ana Catarina André

No segundo dia da viagem apostólica a quatro países africanos, o Papa pediu aos cristãos, minoritários no país, que deem testemunho de fé com “gestos simples” e “relações autênticas”.

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Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA
Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA
Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA
Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA
Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA
Na Argélia, Leão XIV garante que é possível “um futuro de justiça e paz”. Foto: Luca Zennaro/EPA

O Papa Leão XIV lembrou, esta terça-feira, na Argélia, um país com um regime semi-autoritário, que “perante a indigência e a opressão, os cristãos têm como código fundamental a caridade”. “Façamos aos que estão ao nosso lado o que gostaríamos que nos fosse feito”, disse na missa a que presidiu na Basílica de Santo Agostinho, em Annaba.

No segundo dia da viagem a quatro países africanos, e após um encontro privado ao final da manhã com os membros da Ordem Agostiniana, a que pertence, o Papa garantiu na homilia que é possível “um futuro de justiça e paz, de concórdia e salvação”. “Não importa quão oprimidos estejamos pela dor ou pelo pecado: o Crucificado carrega todos esses fardos connosco e por nós”, disse.

“Não importa quão desanimados estejamos pelas nossas fraquezas: é precisamente então que se manifesta a força de Deus que ressuscitou Cristo dentre os mortos para dar vida ao mundo”, enfatizou, lembrando que animada por Deus a “Igreja que “está sempre a nascer”. “Onde há desespero acende a esperança, onde há miséria leva dignidade, onde há conflito leva reconciliação”, frisou.

Gestos simples e relações autênticas

Na visita a este país muçulmano, onde os católicos são pouco mais de 6 mil entre uma população de 48 milhões, o Papa pediu, ainda, aos cristãos da Argélia que sejam “sinal humilde e fiel do amor de Cristo”. “Testemunhai o Evangelho com gestos simples, relações autênticas e um diálogo vivido cada dia: assim dais sabor e luz onde viveis”, referiu na homilia em que recordou a história do país feita de “acolhimento generoso e tenacidade”, onde “rezaram os mártires” e “Santo Agostinho amou o seu rebanho”.

Na Basílica de Santo Agostinho, Leão XIV dirigiu-se também ao clero a quem recordou que a sua primeira tarefa “é dar testemunho de Deus ao mundo com um só coração e uma só alma” sem que as preocupações “corrompam através do medo, nem as modas enfraqueçam através do conformismo”.

Além da missa na Basílica de Santo Agostinho e do encontro com os membros da Ordem Agostiniana, o segundo dia da viagem apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial ficou marcado por uma visita ao sítio arqueológico da cidade de Hipona e por uma ida à Casa de Acolhimento de Idosos dirigida pelas Irmãzinhas dos Pobres. Esta quarta-feira, dia 15, o Papa parte para os Camarões.

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