Reportagem na Argélia
Muçulmana argelina vê no Papa “um símbolo de paz e de amizade”
15 abr, 2026 - 09:49 • Aura Miguel , enviada da Renascença, com Redação
Encontro do Papa com comunidade católica argelina marcada pelos apelos à paz e à unidade. Na reunião na Basílica de Nossa Senhora de África, em Argel, estiveram também muçulmanos.
A visita de dois dias do Papa Leão XIV à Argélia, incluiu um encontro, na Basílica de Nossa Senhora de África, em Argel, com a pequena comunidade católica.
Na ocasião, Leão XIV sentiu a vontade de cristãos e muçulmanos na defesa da paz e da unidade. Os testemunhos escutados pelo Papa durante o encontro deixaram também transparecer a alegria que a proximidade a Leão XIV produziu junto da comunidade.
Entre os participantes estava Salima Hadjed, uma muçulmana que se mostrou “muito feliz e também comovida” com a visita do Papa à Argélia. Salima entende que Leão XIV “é um símbolo de paz e de amizade entre os nossos dois povos e entre toda a humanidade”,
"É uma bela mensagem para transmitir à humanidade”, disse, completando: "Sou muçulmana, mas tenho amigos católicos e não é difícil viver como católico na Argélia”, testemunhou.
“Francamente, tenho um profundo respeito pelo Papa, tanto como pessoa como representante de todos os cristãos”, rematou.
O encontro com a comunidade argelina contou com a participação de diferentes membros de diferentes comunidades religiosas. Daniel, professor argelino, religioso de São Vicente de Paulo, veio “em peregrinação para ver o Papa, símbolo da unidade cristã e dos católicos, em particular”.
“É uma maravilha a sua presença na Argélia, para o diálogo cristão-muçulmano”, referiu.
O professor deseja “serenidade, calma e paz neste país, que tem vindo a fazer grandes progressos”.
“E espero que alcancemos a concórdia, a reconciliação e paz”, acrescentou.
Contagiada pela alegria do encontro, Missimoto, uma religiosa missionária franciscana de Maria, conta que se deslocou desde Tunis para participar na reunião com o Papa.
"A visita do Papa é uma grande alegria porque, antes de mais, demonstra a sua proximidade”, justifica.
"A nossa igreja aqui, no Magreb, é minoritária, mas, sinceramente, é uma alegria para mim”, exulta.
Tal como os outros testemunhos, o de Missiomoto também considera que a presença de Leão XIV é “um verdadeiro sinal de paz e de fraternidade”.
“É isso que ele nos traz a nós, cristãos do Magreb, e a todos os muçulmanos com quem convivemos”, reforça.
Depois de dois dias na Argélia, o Papa Leão chega esta quarta-feira aos Camarões, um país com 30 milhões de habitantes e com cerca de um terço de fiéis católicos.
- Noticiário das 14h
- 14 mai, 2026









