Vaticano
"Não é do meu interesse": Papa esclarece que discursos em África não eram direcionados a Trump
18 abr, 2026 - 16:44 • Diogo Camilo
No voo rumo a Luanda, Leão XVI garantiu que o texto que falou nos Camarões tinha sido preparado semanas antes.
O Papa Leão XIV afastou um cenário de tensão com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esclarecendo que o discurso que proclamou nos Camarões — no qual referiu que o mundo "está a ser destruído por alguns tiranos" — havia sido preparado semanas antes.
No voo rumo a Luanda, em Angola, Leão XIV afirmou que as suas declarações não devem ser interpretadas como se estivesse a tentar debater com o presidente norte-americano.
"Grande parte do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre comentário, na tentativa de interpretar o que foi dito", refere o Papa. Sobre o discurso no Encontro de Oração pela Paz, a 16 de abril, na cidade de Bamenda, Leão XIV diz que o seu discurso "foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, algo que não é de modo algum do meu interesse”.
O Papa volta a dizer que vem a África "como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar com, para celebrar com, para encorajar e acompanhar todos os católicos africanos”. Na viagem para Luanda, Leão XIV falou na “distribuição desigual da riqueza” que se verifica em toda a África e falou dos Camarões, um "país rico em oportunidades, mas também difícil”.
As primeiras palavras de Leão XIV que levaram a críticas de Trump surgiram a 11 de abril, numa oração do Rosário na Basílica de São Pedro, em que o Papa apelou à paz e criticou a escalada militar no Médio Oriente.
No dia seguinte, Donald Trump criticou o Papa por "ceder às exigências da esquerda radical" e de ser "terrível na política internacional". A 13 de abril, o presidente norte-americano rejeitou pedir desculpa e disse que o pontífice “está errado” em críticas sobre Irão e segurança.
- Noticiário das 13h
- 12 mai, 2026








