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Leão XIV nomeia antigo imigrante ilegal como bispo nos EUA

01 mai, 2026 - 23:42 • Lusa

Evelio Menjivar-Ayala, de 55 anos, relatou ter nascido na pobreza e fugido do conflito armado no seu país, El Salvador, e emigrando ilegalmente para os Estados Unidos.

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O Papa Leão XIV nomeou esta sexta-feira um antigo imigrante indocumentado como bispo de uma diocese nos Estados Unidos da América (EUA), depois de ter criticado a guerra contra o Irão e as políticas de imigração de Donald Trump.

O Vaticano anunciou, em comunicado, a nomeação de Evelio Menjivar-Ayala, de 55 anos, atualmente bispo auxiliar em Washington, D.C., como bispo da diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental.

Natural de El Salvador, Menjivar-Ayala emigrou para os Estados Unidos em 1990, segundo a página na internet da diocese de Washington. Relatou ter nascido na pobreza e fugido do conflito armado no seu país, emigrando ilegalmente para os Estados Unidos da América (EUA).

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Detido inicialmente no México quando tentava entrar nos EUA, afirmou numa entrevista no ano passado que pagou um suborno para ser libertado e atravessou a fronteira em Tijuana.

Foi ordenado sacerdote em 2004 e bispo em 2023.

Leão XIV, o primeiro Papa norte-americano, enfrentou críticas em abril por parte de Trump – que o apelidou de "fraco" – depois de o pontífice ter descrito a ameaça do Presidente dos EUA de destruir o Irão como "inaceitável".

O Papa denunciou ainda as políticas "extremamente desrespeitosas" do Presidente norte-americano em relação aos imigrantes, pedindo que "as pessoas sejam tratadas com humanidade".

Quando ainda era bispo e, mais tarde, cardeal, o futuro Papa, Robert Prevost, partilhou publicações na sua conta na rede social X (antigo Twitter) a criticar Donald Trump e o seu vice-presidente, JD Vance, particularmente pelas suas posições sobre os imigrantes.

A sua última publicação, em abril de 2025, continha um "link" para um texto de Menjivar-Ayala, denunciando a política de deportações em massa da administração Trump.

Diversos líderes da Igreja Católica americana criticaram recentemente esta política, particularmente após as mortes de dois manifestantes que protestavam contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), Renee Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais em janeiro em Minneapolis.

No final de janeiro, um cardeal norte-americano próximo do Papa, Joseph Tobin, apelou aos fiéis para pressionarem os seus representantes eleitos para que se recusassem a votar a favor do orçamento do ICE, que descreveu como uma organização "sem lei". Donald Trump fez do combate à imigração ilegal a sua principal prioridade, referindo-se a uma "invasão" dos Estados Unidos por "criminosos estrangeiros".

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