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terrorismo em Cabo Delgado

Terroristas difundem "mensagens de ódio contra cristãos", acusa bispo de Moçambique

04 mai, 2026 - 12:03 • Henrique Cunha

Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique acusa os terroristas que atacaram a missão católica de São Luís Maria de Monfort, na Diocese de Pemba, de terem não só causado “a destruição bárbara” da Igreja e várias infraestruturas, mas de terem voltado a difundir, de forma clara, “mensagens de ódio contra os cristãos”.

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O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), D. Inácio Saure, acusa terroristas de difundirem "mensagens de ódio contra os cristãos".

A tomada de posição de D. Inácio Saure surge na sequência de mais um ataque, ocorrido a 30 de abril, à missão católica de São Luís Maria Monfort, na Diocese de Pemba, que causou a destruição da igreja e das infraestruturas que estavam ao serviço da comunidade.

“Como se esta bárbara destruição de infraestruturas ao serviço religioso e social da comunidade não bastasse, os atacantes voltaram a difundir, clara e fortemente, mensagens de ódio contra os cristãos. Isto contraria completamente a nossa cultura de convivência pacífica entre pessoas de diferentes crenças religiosas em Moçambique, o nosso saber ser, o nosso saber fazer e o nosso saber viver em paz”, diz o também arcebispo de Nampula numa mensagem divulgada pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (Fundação AIS).

D. Inácio Saure refere que o comportamento dos terroristas “contraria a cultura de convivência pacifica entre pessoas de diferentes religiões em Moçambique”.

"O presidente da CEM apela ao respeito mútuo entre aqueles que se reclamam filhos de Deus e, no nosso caso em particular, entre crentes das religiões abraâmicas, como o cristianismo e o islão, pois o Deus de Abraão, o Deus de Maomé e o Deus de Jesus Cristo não é um Deus do ódio e do crime, mas um Deus do amor”, lê-se, ainda.

“Cesse a destruição e a morte. Cesse a incitação à cristianofobia e que nunca surja a islamofobia, porque os muçulmanos não são nossos inimigos; são nossos irmãos muito amados”, apela D. Inácio.

A mensagem do presidente da CEM vem reforçar as denúncias que já tinham sido feitas pelo bispo de Pemba. D. António Juliasse descreveu um “cenário de terror”, com casas e infraestruturas destruídas e com a paróquia histórica “reduzida a escombros”. O bispo pediu mesmo ajuda internacional.

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