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Irão. Trump acusa Papa de “pôr católicos em risco”, Leão XIV diz que "missão da Igreja é pregar a paz"

05 mai, 2026 - 19:54 • Redação

Donald Trump acusa Papa Leão XIV de colocar católicos em risco. Declarações surgem dias antes de encontro diplomático no Vaticano. Santa Sé reafirma posição centrada na paz e no diálogo.

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Donald Trump lançou novas críticas contra o Papa Leão XIV, acusando o pontífice de colocar católicos em risco devido à sua alegada posição sobre o Irão.

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O presidente dos Estados Unidos afirmou que o Papa considera aceitável que o Irão possua armas nucleares, uma posição que representa um risco para fiéis católicos e para a população em geral.

“Preferia falar do facto de ser aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear, e não acho isso nada bom”, disse Donald Trump, criticando a alegada posição do Papa. “Acho que está a colocar em risco muitos católicos e muitas pessoas”, afirmou.

“Mas, se dependesse do Papa, ele acha que é perfeitamente aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear.”

Estas declarações surgem dois dias antes de uma reunião entre o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o Papa, no Vaticano. O encontro pretende atenuar as tensões diplomáticas geradas por críticas anteriores de Trump ao líder da Igreja Católica.

Leão XIV nunca defendeu publicamente que o Irão deva ter armas nucleares. O Papa tem, no entanto, manifestado oposição ao conflito envolvendo o país e criticado a escalada de violência no Médio Oriente, apelando a cessar-fogo e ao diálogo entre as partes.

O próprio Papa já reagiu às críticas, sublinhando que a sua atuação se mantém centrada na missão da Igreja e na promoção da paz, ao mesmo tempo que reconhece a liberdade de crítica.

“A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz”, afirmou.

“Se alguém quiser criticar-me por pregar o Evangelho, espero simplesmente ser ouvido pelo valor das palavras de Deus”, referiu ainda o Papa Leão XIV.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, também reagiu às declarações de Trump, sublinhando que o Papa mantém a sua linha de atuação centrada na mensagem evangélica e na promoção da paz.

“O Papa segue o seu caminho, no sentido de pregar o Evangelho, de pregar a paz”, afirmou Pietro Parolin, acrescentando que essa missão se mantém independentemente das críticas.

Parolin considerou ainda que o pontífice já respondeu anteriormente às acusações, classificando essa resposta como “muito cristã” e alinhada com o seu papel enquanto líder espiritual.

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  • António de Almeida
    05 mai, 2026 Vila Nova de Gaia 21:41
    Como é que alguém pode dar crédito a um homem que quer passar-se por Papa, por Jesus Cristo, que não respeita nada nem ninguém. Como podemos ou devemos comparar este ser humana cuja sua fragilidade é o seu maior ego?

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