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Cabo Delgado

CNJP pede empenho do Governo português na procura da paz em Moçambique

12 mai, 2026 - 08:31 • Henrique Cunha

Numa nota sobre os mais recentes ataques terroristas em Cabo Delgado, a Comissão Nacional Justiça e Paz apela à paz e segurança no norte de Moçambique.

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A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) condena violência no norte de Moçambique.

O organismo da Igreja católica adianta em comunicado que “o ataque terrorista recentemente perpetrado à Paróquia de São Luís de Monfort e à missão católica de Meza na diocese de Pemba, Moçambique, deixa-nos profundamente chocados e com receio do recrudescimento da violência contra a comunidade cristã”.

“As imagens são devastadoras”, sublinha.

“Foram raptados 20 jovens, profanada e destruída a igreja, construída em 1946, e todas as estruturas da missão católica, privando a população de cuidados de saúde e instrução”, acrescenta.

A CNJP fala de “um ataque de ostensiva intimidação e perseguição” e alerta para o facto de continuar “desconhecido o paradeiro dos jovens levados pelos terroristas, motivo de grande aflição para todos, em particular para as suas famílias”.

A nota lembra que a “Comunidade Islâmica de Moçambique [CIMO] já condenou o ataque terrorista e manifestou “a sua profunda preocupação” pelo que está a acontecer na província de Cabo Delgado” e lamenta a possibilidade do apoio da União Europeia às Forças de Defesa do Ruanda (RDF) ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz — cerca de 20 milhões de euros — poder “terminar este mês, o que não deixa auspiciar nada de bom, sabendo que as ações armadas já fizeram perto de 7000 mortos nos últimos 10 anos”.

Por isso, a CNJP “lança um apelo às autoridades portuguesas, em especial a Sua Excelência o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, para que lance mão de todos os meios ao alcance de Portugal de modo a fazer respeitar a paz e a segurança destas comunidades com quem partilhamos a nossa História e a Língua Portuguesa”.

“Quando todas as atenções se concentram no Golfo Pérsico e no massacrado Líbano, estes atos da mais bárbara violência ficam sem voz nos noticiários, pelo que nos juntamos à Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) neste apelo”, conclui.

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  • Francisco Gonçalves
    12 mai, 2026 MAIA 12:32
    Quando os guerrilheiros da FRELIMO, sustentados pela URSS e China, atacavam as tropas Portuguesas, que por lá eram obrigadas a ir, para defender as Populações, estava tudo bem!... Agora o Governo da FRELIMO, não tem Forças Armadas capazes, para defender Cabo Delgado e as suas Populações dos Bandidos?

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