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Fátima

Reforma Laboral. Patriarca pede “humildade” e cedências de parte a parte

12 mai, 2026 - 19:56 • Ana Catarina André

Em Fátima, onde preside às celebrações de 12 e 13 de maio, D. Rui Valério afirmou, ainda, que a “instrumentalização da religião” é um “retrocesso. Já D. José Ornelas alertou para o apoio “lento” às vítimas da tempestade Kristin, num ano em que o santuário regista um “ligeiro aumento” de peregrinos.

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Reforma Laboral. Patriarca pede “humildade” e cedências de parte a parte

O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, pediu “humildade” nas negociações da reforma laboral, com “cedências” de parte a parte “para que se alcance um bem-maior”.

Na conferência de imprensa que antecede a peregrinação internacional aniversária de 12 de maio, em Fátima, este ano presidida por D. Rui Valério, o bispo defendeu que um acordo “deveria envolver todas as partes”.

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“O que é que todos almejamos? Melhores condições para os trabalhadores, um país mais bem preparado para fazer face à concorrência que vem de outros parceiros em termos internacionais”, frisou o prelado.

A propósito do atual contexto internacional, D. Rui Valério afirmou, ainda, que a “instrumentalização da religião” é “um retrocesso”.

“A liberdade [religiosa] implica respeito puro, não implica apenas que a pessoa pode praticar aquilo em que crê”, disse, referindo que esse respeito passa por reconhecer o “direito à existência” de cada credo.

Nas suas declarações, D. Rui Valério sublinhou também a sua ligação a Fátima, uma vez que uma das suas avós esteve na Cova da Iria a 17 de outubro de 1917. “Partilhava a experiência que aqui viveu quando viu ‘bailar o sol’”, recordou.

Ajuda “lenta” às vítimas das tempestades e possível visita do Papa a Fátima

Nesta conferência de imprensa, esteve também o bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas alertou para “processos morosos” no apoio às vítimas da tempestade Kristin. “A reparação estrutural e a ajuda que as pessoas, as famílias e as estruturas locais precisam tem vindo a ser lenta”, afirmou.

“Precisamos de um sistema bastante mais claro e mais efetivo para chegar às pessoas e às suas necessidades. Algo já foi feito, mas há processos que fazem as pessoas perder a paciência. Há instituições que estão a adiantar meios que eventualmente no futuro poderão ser restituídos, porque as pessoas têm necessidade de viver”, disse o bispo que recentemente terminou o mandato à frente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Questionado pelos jornalistas D. José Ornelas abordou também a possível visita do Papa a Portugal, garantindo que foram feitos todos os convites formais nesse sentido.

“Foi primeiro vocalmente mencionado por mim, pelo cardeal D. António Marto, pelo cardeal D. Américo, por outros bispos e personalidades políticas. Não faltam recomendações. O Papa tem dito que terá muito gosto de vir a Fátima e deixamos isso na sua agenda e nas suas mãos”, disse, admitindo que uma das possibilidades é que Leão XIV venha a Portugal já no próximo ano, nos 110 anos das aparições.

O cálice de João Paulo II num ano com mais peregrinos em Fátima

Em declarações aos jornalistas, o reitor do Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas, lembrou que esta quarta-feira, 13 de maio, se assinalam 45 anos sobre o atentado ao Papa João Paulo II e que, por isso, será usado, na missa, o cálice que o Papa polaco ofereceu ao Santuário de Fátima.

À semelhança dos anos anteriores, o reitor fez um balanço da afluência à Cova da Iria. “De 1 de janeiro a 11 de maio de 2016, registámos 1.127.762 peregrinos que participaram em alguma celebração no santuário. Há um ligeiro aumento em relação ao mesmo período do ano passado. São mais 11.552 peregrinos”, disse, dando ainda conta os espanhóis “continuam a ser os estrangeiros mais numerosos em Fátima.

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