Diocese de Bragança-Miranda abre averiguação canónica após denúncias de abusos na Misericórdia de Bragança
15 mai, 2026 - 12:04 • Olímpia Mairos
D. Nuno Almeida garante “averiguação rigorosa dos factos” após denúncias relacionadas com o Centro de Educação Especial.
A Diocese de Bragança-Miranda anunciou a abertura de uma averiguação canónica interna à Santa Casa da Misericórdia de Bragança, na sequência das “circunstâncias que têm vindo a gerar inquietação no meio social”.
A decisão surge depois de uma reportagem televisiva ter divulgado a existência de cartas remetidas ao Ministério Público com denúncias de alegadas agressões e de um eventual caso de abuso sexual no Centro de Educação Especial da instituição.
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Em comunicado, o bispo diocesano, D. Nuno Almeida, refere que a iniciativa da diocese se enquadra no “compromisso firme” com os princípios da transparência, da responsabilidade e da salvaguarda do bem comum.
Segundo a diocese transmontana, a diligência, conduzida pela vigararia judicial, pretende assegurar “a averiguação rigorosa dos factos, assegurando o pleno respeito pelos direitos de todas as partes envolvidas”.
O comunicado acrescenta ainda que o processo “não constitui, por si só, qualquer juízo conclusivo”, sendo entendido como “um instrumento de escuta e discernimento”.
Em declarações ao Jornal do Nordeste, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Duarte Fernandes, rejeitou a existência de abusos e assegurou que a única denúncia de agressão recebida durante o seu mandato levou ao afastamento imediato do colaborador em causa.
“Não sei se a agressão foi muito violenta ou não, mas chegou-nos ao conhecimento, de forma escrita, e de imediato o nosso advogado comunicou ao funcionário em questão que era suspenso e que ficava a aguardar preventivamente pelo inquérito, pelas averiguações”, afirmou o provedor, acrescentando que o funcionário em causa continua afastado da instituição.
A Diocese de Bragança-Miranda reiterou ainda a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes, assegurando que o vigário judicial, o padre António Pires, encontra-se disponível para reunir com os interessados, mediante agendamento, sendo garantida “a devida confidencialidade”.
- Noticiário das 2h
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