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Dia Internacional da Família

Semana da Vida é "um grito para denunciar as guerras"

15 mai, 2026 - 06:00 • Henrique Cunha

No Dia Internacional da Família, a Igreja insiste no pedido de oração por todas aquelas famílias que “têm vindo a ser destruídas pelas guerras e pela fome”. Na reta final da Semana da Vida, o Departamento Nacional da Pastoral da Família sublinha que as guerras expõem vulnerabilidades e suprimem direitos.

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A Igreja insiste no pedido de oração por todas aquelas famílias que “têm vindo a ser destruídas pelas guerras e pela fome”.

Em declarações à Renascença, nesta quinta-feira em que se assinala o Dia Internacional da Família, Simão Mira, do Departamento Nacional da Pastoral da Família (DNPF), apela à participação na Vigília de Oração proposta a todas as Dioceses no âmbito da Semana da Vida que decorre até domingo.

O responsável sublinha a importância de se valorizar a família como local onde se aprende a crescer com respeito e dignidade pelas vidas humanas: “As famílias são a nossa base de tudo, a nossa primeira casa, a nossa proteção, onde nós aprendemos a ser pessoas e onde aprendemos a crescer com respeito e dignidade pelas vidas humanas, pelas de todos nós."

“Por isso, sim, sem dúvida nenhuma, aproveito, neste Dia Internacional das Famílias, para lembrar a nossa proposta de vigília de oração para que todas as Dioceses rezem por todas as famílias do mundo, em particular por aquelas que têm vindo a ser destruídas pelas guerras e pela fome”, acrescenta.

Semana da Vida: "Bem-aventurados os que Protegem a Vida"

A Semana da Vida, da responsabilidade do DNPF, é uma iniciativa anual que apresenta, este ano, como o tema central "Bem-aventurados os que Protegem a Vida".

Simão Mira diz que "num tempo em que a vida é tão desvalorizada e tão pouco respeitada”, a Semana da Vida surge “como um grito para denunciar as guerras que expõem vulnerabilidades e suprimem direitos”.

A escolha do tema “teve a ver um bocadinho com a situação da ameaça mundial, da ameaça efetiva da guerra em que vivemos em tantos locais do mundo”.

"É importante não esquecer que a vida é um dom inviolável, desde a concessão até à morte natural, e que devemos sempre promover a paz como um fruto da justiça, da misericórdia e da defesa dos vulneráveis”, enfatiza.

"Não podemos fechar os olhos e ter uma cultura de descarte, que torna também as vidas menos importantes."

O responsável do DNPF lembra ainda que “é preciso construir em vez de destruir, é preciso unir em vez de dividir” e insiste na rejeição da guerra que “conflitua” com muitos dos direitos Humanos, porque “a guerra é sempre um atentado contra a dignidade humana, porque ela conflitua diretamente com as vítimas destes mesmos conflitos armados, ao promover refugiados, deslocados, o abandono dos idosos, e o aumento do número de crianças sem proteção”.

“Lembremo-nos das famílias destruídas pela violência, as vidas ameaçadas na sequência da pobreza extrema que resulta destas situações em particular”, acrescenta.

“A vida tem estado a ser cada vez mais diminuída, sem dúvida nenhuma, e é esse o nosso enfoque, a proteção da vida. Não podemos esquecer deste princípio de sempre”, remata Simão Mira.

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