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Fundação AIS pede apoio para missões franciscanas na Etiópia e no Líbano

25 mai, 2026 - 12:05 • Olímpia Mairos

Campanha destaca trabalho de religiosas junto de populações vulneráveis e alerta para dificuldades vividas em zonas marcadas pela pobreza, guerra e perseguição.

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A Fundação AIS lançou uma campanha de apoio às missões franciscanas na Etiópia e no Líbano, apelando à solidariedade dos portugueses para ajudar religiosas que trabalham junto de comunidades marcadas pela pobreza, pela guerra e pela exclusão social.

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Numa carta enviada a milhares de benfeitores, a diretora do secretariado nacional da fundação pontifícia, Catarina Martins de Bettencourt, sublinha que estas irmãs são, em muitos casos, “a única presença de misericórdia e de paz” nas regiões onde vivem.

A iniciativa surge no contexto do ano jubilar que assinala os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, cuja espiritualidade continua a inspirar missões católicas em várias partes do mundo.

“Levam consolo onde há sofrimento”

Segundo a responsável da Fundação AIS, as religiosas franciscanas procuram ser “luz num mundo tantas vezes marcado pelas sombras da violência, miséria e perseguição”.

“Estas mulheres consagradas levam consolo onde há sofrimento, esperança onde há desespero e dignidade onde reina o abandono”, afirma Catarina Martins de Bettencourt.

A diretora da AIS recorda que estas irmãs trabalham em hospitais, escolas, campos de refugiados e nas periferias mais esquecidas, desempenhando um papel essencial junto das populações locais.

O exemplo da irmã raptada no Mali

A campanha inclui também o testemunho da irmã Gloria Narváez Argoti, religiosa franciscana que foi raptada por grupos terroristas islâmicos no Mali e permaneceu em cativeiro durante quatro anos e oito meses.

A sua história foi acompanhada pela Fundação AIS e é apresentada como exemplo de coragem e fidelidade espiritual.

“Ela nunca perdeu a confiança em Deus”, recorda Catarina Martins de Bettencourt, acrescentando que “a sua fidelidade tornou-se um impressionante sinal de que a paz interior e a fé podem sobreviver mesmo nas maiores provações”.

Apoio a comunidades na Etiópia e no Líbano

Na Etiópia, as Franciscanas Missionárias de Maria mantêm centros de saúde, apoiam mulheres abandonadas, acolhem jovens mães e acompanham milhares de crianças e famílias pobres.

As religiosas estão presentes em Bushulo, Mazoria e Adis Abeba.

Já no Líbano, as Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria apoiam cerca de meia centena de crianças em situação de fragilidade social e económica, através de uma escola situada em Adonis-Jbeil.

Segundo a AIS, esta escola representa “a única possibilidade de muitas famílias darem aos seus filhos educação num país mergulhado na guerra”.

Catarina Martins de Bettencourt sublinha que se trata de “projetos reais, vidas reais, sustentadas pela generosidade” e apela ao apoio dos portugueses para que estas comunidades religiosas possam continuar a desenvolver a sua missão junto das populações mais vulneráveis.

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