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Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial

02 jun, 2026 - 11:47 • Olímpia Mairos

Tradição com origem no século XVIII, o monumental andor de Mouçós demora cerca de dois meses a ser preparado, é transportado por mais de 100 pessoas e integra agora o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

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Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais
Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais
Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais
Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais
Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais
Tem 23 metros de altura e pesa três toneladas: Andor da Senhora da Pena é agora Património Cultural Imaterial. Foto: Redes sociais

O tradicional Andor da Senhora da Pena, símbolo maior das festividades religiosas de Mouçós, no concelho de Vila Real, foi oficialmente inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reconhecimento que valoriza uma tradição secular profundamente enraizada na identidade da comunidade local.

A decisão foi publicada esta terça-feira em Diário da República e destaca a importância histórica, cultural, social e religiosa desta manifestação, bem como o papel desempenhado pelas sucessivas gerações na preservação dos saberes e práticas associados à construção e transporte do andor.

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Considerado um dos maiores andores do país, o andor de Nossa Senhora da Pena impressiona pelas suas dimensões. Com mais de 23 metros de altura e um peso que pode atingir as três toneladas, é transportado por mais de uma centena de pessoas durante a procissão da Festa de Nossa Senhora da Pena, a principal romaria da região.

A preparação do andor mobiliza anualmente dezenas de voluntários e prolonga-se durante cerca de dois meses. A estrutura de madeira é revestida com centenas de ornamentos, mais de mil metros de tecido e dezenas de quilos de alfinetes, num trabalho artesanal que renova a sua imagem todos os anos, mantendo, contudo, os traços que o tornaram único.

A tradição remonta ao século XVIII e continua viva graças ao envolvimento das 11 aldeias da freguesia de Mouçós, que assumem, de forma rotativa, a organização das festividades. Esta dinâmica comunitária foi um dos aspetos valorizados no processo de classificação.

A candidatura ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial foi apresentada pela Câmara Municipal de Vila Real em novembro de 2023, com o objetivo de proteger, promover e perpetuar uma das mais emblemáticas expressões culturais e religiosas do concelho.

Com esta distinção, o Andor da Senhora da Pena vê reconhecido oficialmente o seu valor patrimonial, reforçando o estatuto de um símbolo que há gerações marca a memória coletiva de Mouçós e de toda a região transmontana.

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