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Congresso União das Misericórdias

Manuel Lemos: “Não é possível um pacto para a saúde sem o setor social”

04 jun, 2026 - 08:40 • Henrique Cunha

União das Misericórdias Portuguesas debate futuro do sector social no seu XV Cngresso nacional, que decorre no auditório do Fórum Braga e tem como tema “A atualidade de uma evolução segura”.

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O presidente da União das Misericórdia Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, considera que "não é possível fazer um pacto para a saúde sem a participação do sector social.

“Não é possível fazer um pacto para a saúde sem uma intervenção ativa do setor social, desde logo por esse aspeto que é a saída dos hospitais; os internamentos sociais”, diz Manuel Lemos à Renascença, na véspera do arranque do XV Congresso das Misericórdias.

Para onde é que vão as pessoas, sobretudo quando as famílias não conseguem apoiar essas pessoas frágeis?”, interroga Lemos, que não deixa de aplaudir a iniciativa do Presidente da República em pensar num pacto para a saúde.

O presidente da UMP sublinha que o setor tem a capacidade de encontrar as respostas para os internamentos de longa duração por falta de retaguarda familiar. “Quem consegue garantir isso no terreno é o setor social”, sublinha.

Manuel Lemos considera a questão do envelhecimento "como o maior problema da sociedade portuguesa" e diz que o congresso, que vai decorre entre quinta e sábado, em Braga, "vai pensar o problema do envelhecimento e no que podemos fazer para que esta fase final das vidas dos seres humanos não sejam anos tristes, mas antes anos de felicidade, de qualidade de vida, de cidadania, de dignidade”.

O XV Congresso das Misericórdias promete debater o futuro do sector social em Portugal e em particular as dificuldades financeiras com que tem de conviver. Lemos aponta críticas aos ministros das Finanças porque, “apesar dos ministros do sector perceberem o nosso papel, reconhecerem a nossa seriedade e quererem muito colaborar connosco, depois aparecem os ministros das Finanças com as tais questões orçamentais..."

"Nós somos obrigados a intervir junto do seu primeiro-ministro, em nome da defesa dos portugueses”, conclui o presidente da UMP.

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