Papa em Espanha
Papa pede que a fé em Espanha “não seja um museu do passado”
07 jun, 2026 - 09:59 • Aura Miguel , João Carlos Malta
Na homília deste domingo em Espanha, perante mais de um milhão de pessoas, disse querer uma fé que se viva no presente e que olhemos para o outro sem egoísmo.
O Papa Leão XIV, na homília deste domingo na Praça Cibeles, em Madrid, e perante mais de um milhão de pessoas disse que espera que a “não seja a religiosidade que anima este país há séculos um museu do passado para ser visitado”, “mas uma escola de fé da qual ainda hoje se pode beber”.
E depois explicou como espera que seja essa escola, o Papa quer que seja um local que “ensina a ajoelhar-nos perante Deus e perante o próximo, porque ninguém pode ajoelhar-se perante o Senhor e desprezar o irmão”.
E prosseguiu: “Uma escola que nos ensina a gratuidade do amor que se torna dom, para que circule entre nós e quebre as correntes de todo o egoísmo; uma escola na qual aprendemos que Deus é presença real e que também nós somos chamados a estar presentes nas situações e nos desafios da sociedade, a não fugir, a comprometer-nos pessoalmente na construção do bem comum”.
Nesta missa, no centro de Madrid, as autoridades falam 1,2 milhões de pessoas presentes na missa presidida pelo Papa, na Praça Cibeles.
Vaticano
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Estão espalhadas pela Calle de Alcalá, Paseo de Recoletos e Paseo del Prado, multidões compactas, de todas as idades, saudaram Leão XVI. O papamóvel circulou muito lentamente e parou várias vezes para abençoar bebés e crianças muito pequenas.
No início da missa, a polícia encerrou os acessos à Praça Cibeles e verificou que, além do milhão inicialmente previsto, se encontram outros milhares de pessoas, cerca de 200 mil, que também rodeiam esses espaços para participar na missa e procissão presidida por Leão XIV.
Deixar sair o egoísmo
Antes da missa, o Papa saudou os reis de Espanha e recebeu a Chave de Ouro da cidade das mãos do presidente da Câmara de Madrid. No livro de honra, escreveu: “Que Madrid continue a ser uma cidade acolhedora e integradora, onde a vida da sociedade se inspire nos autênticos valores humanos”
Ainda na missa, Leão XIV apelou a que todos “nos deixarmos sair do egoísmo, da indiferença, de uma fé confortável e privada, para responder ao seu convite à conversão, a mudar o olhar, a acolher a sua presença que nos transforma e nos torna construtores de um mundo novo”.
E mais uma vez, neste ponto, o Papa insistiu que a fé e a religiosidade não deve ser uma “memória histórica das procissões de Corpus Christi”. Não pode ser “uma lembrança nostálgica”.
Deve transformar-se “num convite para o hoje”, “para a nossa vida pessoal, para as nossas relações, para a sociedade, para a construção do futuro”.
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