Dia de Portugal
Igreja lembra experiência de imigração como forma de vencer “as tentações populistas”
08 jun, 2026 - 13:43 • Henrique Cunha
Presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana publica mensagem para o Dia de Portugal. D. Pedro Fernandes diz que a experiência portuguesa de emigração "é inestimável para vencer as tentações populistas".
O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), D. Pedro Fernandes, diz, na sua mensagem por ocasião do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, que a “experiência de emigração” revela o “quanto custa a discriminação e a violência do preconceito”.
No texto a que a Renascença teve acesso, o também bispo de Portalegre-Castelo Branco lembra “o quanto é reconfortante a porta aberta, a inclusão e a permissão para caminhar juntos, aprender e, de algum modo, nos tornarmos um, com os povos que nos acolhem”.
“Essa experiência é inestimável para vencer as tentações populistas que nos dividem e impedem de caminhar como um povo”, sublinha o bispo.
D. Pedro Fernandes garante que “o olhar compassivo e solidário, que o contacto com os outros nos pode ter ensinado, tornar-nos-á mais capazes, não apenas de sair para outras terras, em busca de melhores condições, mas também de deixar entrar, com essa hospitalidade que queremos para nós próprios, tantos outros que, como nós, procuram mais vida, mais trabalho, mais justiça, mais espaço”.
“E como são necessários concidadãos assim!”, reforça.
O bispo assegura que “não é por acaso que, para nos dizermos como povo, celebramos um poeta” , lembra que “a nossa história também é feita de sofrimento e de busca de justiça social, económica, de melhores condições de vida” e bendiz “este plural povo português que se celebra a 10 de junho”.
"O Portugal de sempre será o Portugal de amanhã se souber velar pela própria verdade, na defesa da vida toda e de todas as vidas”, enfatiza.
“E que fique claro: a incontestável matriz cristã da identidade portuguesa impele-nos ao diálogo, que também é inter-religioso e intercultural; inspira-nos fraternidade e valorização da liberdade; convoca-nos à corresponsabilidade e à inclusão”, alerta.
O bispo deixa “uma especial saudação a todas as comunidades portuguesas espelhadas pelo mundo, assim como a tantos cidadãos e cidadãs que bebem da fonte da nossa identidade nacional e da cultura portuguesa”.
D. Pedro Fernandes sublinha ainda que no "contexto global contemporâneo" que é marcado "também pela incerteza e por uma mudança nem sempre reconfortante", é no "diálogo e no acolhimento que melhor encontramos a estabilidade de que precisamos e as condições para evoluir, a que aspiramos".
- Noticiário das 3h
- 22 jul, 2026






