Abadia de Monserrat: Papa confia à Virgem o seu serviço petrino e a missão da Igreja pela paz
10 jun, 2026 - 12:55 • Aura Miguel , enviada da Renascença
O Papa rezou o terço junto da antiga e famosa Imagem da Virgem com o Menino. No final da celebração, surgiu na varanda principal do Santuário para uma bênção alargada aos milhares de peregrinos e fiéis reunidos no recinto exterior e também a toda a Espanha, agradecendo a presença e oração de todos.
“Peçamos a Maria, Rainha da Paz, que nos ensine a renunciar às palavras que ferem, aos julgamentos precipitados, aos mexericos e às calúnias”, pediu esta quarta-feira Leão XIV, no santuário mariano da Virgem de Montserrat.
“E que aprendamos a proteger e a cultivar o amor na família, entre amigos, no trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos e nas comunidades cristãs, para que o ódio dê lugar à esperança e à paz”, acrescentou.
O Papa rezou o terço junto da antiga e famosa Imagem da Virgem com o Menino. No final da oração, manifestou a sua alegria por ter vindo aos pés da Virgem negra “confiar-lhe o meu serviço petrino e a missão da Igreja no mundo que clama pedindo justiça e paz”.
Num discurso alternado em castelhano e catalão, Leão XIV convidou os peregrinos em Montserrat, a “reconhecermo-nos uns aos outros como irmãos e irmãs, onde ninguém é excluído e onde a comunhão é mais forte do que qualquer divisão”.
O Papa frisou que Jesus ao mostrar-nos o caminho da misericórdia, da reconciliação, da verdade e da mansidão, “ao mesmo tempo, desmascara a violência que se pode esconder nas nossas palavras e atitudes: a crítica que humilha, a condenação que destrói e a agressão que divide”.
Leão XIV acrescentou que “esta violência oculta disfarça-se muitas vezes de aparentes armaduras com que tentamos proteger as nossas feridas, os nossos medos ou sofrimento causado pelas injustiças”.
O santo Padre sublinhou ainda que “o Menino Jesus, que Maria segura nos braços, não usa armaduras, e é Ele próprio que, mais tarde, nu na cruz, se abandona totalmente ao Pai para nos salvar com a força desarmada e desarmante do amor”.
Por fim, convidou todos a elevar o olhar a Maria e suplicar-lhe “que nos ajude a revestir-nos apenas com as armas de Deus”.
No final da celebração, o Papa surgiu na varanda principal do Santuário para uma bênção alargada aos milhares de peregrinos e fiéis reunidos no recinto exterior e também a toda a Espanha, agradecendo a presença e oração de todos.
No livro de honra da Abadia de Nossa Senhora de Monserrat,
Leão XIV deixou escrito: “Ponho o meu ministério petrino aos pés da ‘Mare de
Déu’ (Mãe de Deus) de Montserrat, para que a sua intercessão maternal proteja
toda a Igreja. Com o meu afeto e bênção.”
- Noticiário das 6h
- 17 jul, 2026







