Médio Oriente
Papa espera que guerra EUA vs. Irão "tenha realmente terminado"
16 jun, 2026 - 20:42 • Ricardo Vieira, com Reuters
"Ainda haverá vários pontos por resolver, mas é sempre melhor fazê-lo através do diálogo, das negociações, e não regressando à guerra”, declarou Leão XIV.
O Papa Leão XIV elogiou esta terça-feira o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
“Graças a Deus” os dois países deverão formalizar o entendimento na próxima sexta-feira, declarou o líder da Igreja Católica, em declarações aos jornalistas em Castel Gandolgo, nos arredores de Roma.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Leão XIV, que foi criticado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após condenar a guerra com o Irão, manifestou esperança de que o acordo permita encerrar definitivamente o conflito.
“Ainda haverá vários pontos por resolver, mas é sempre melhor fazê-lo através do diálogo, das negociações, e não regressando à guerra”, declarou o primeiro Papa norte-americano.
O bispo de Roma espera que esta seja “verdadeiramente uma solução para a guerra, que a guerra tenha realmente terminado e que possamos seguir em frente”.
O acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão vai ser assinado na sexta-feira, na Suíça.
Irão declara fim da guerra
O Irão anunciou esta terça-feira que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto.
“A guerra terminou oficialmente ontem de manhã em todas as frentes”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.
No entanto, Abbas Araghchi avisou que “qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos” alcançados.
O que se conhece do entendimento?
Os contornos do acordo provisório para pôr fim à guerra começaram a ser conhecidos esta terça-feira.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o entendimento impedirá Teerão de desenvolver uma arma nuclear, enquanto um responsável norte-americano revelou que o acordo permitirá ao Irão retomar a venda de petróleo após a sua assinatura.
O acordo prolongará por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irão tem mantido praticamente bloqueado desde os primeiros ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o país.
A reabertura daquela via marítima, uma das mais importantes rotas mundiais para o transporte de petróleo, é vista como um elemento crucial para a estabilidade dos mercados energéticos e para a redução das tensões na região.
- Noticiário das 14h
- 22 jul, 2026






