Petição pública pede 11 de janeiro para Dia Nacional da Cartilha Maternal de João de Deus
11 jan, 2021 - 14:25 • Olímpia Mairos
Prestigiada no setor da educação há mais de um século, a Escola João de Deus é conhecida pela cartilha maternal e reconhecida pela qualidade do ensino.
A Associação de Jardins-Escolas João de Deus lançou, esta segunda-feira, uma petição para que seja criado a 11 de janeiro, data que assinala a morte do poeta e pedagogo, o Dia Nacional da Cartilha maternal de João de Deus.
A cartilha maternal, escrita pelo poeta e pedagogo João de Deus e publicada em 1876, é uma obra pedagógica que serve de base a um método de ensino da leitura às crianças. É uma das obras mais vezes reimpressas em Portugal, tendo sido extensivamente usada nas escolas portuguesas por quase meio século.
“Por ser um sistema de ensino e aprendizagem da leitura que tem resistido ao desgaste do tempo, mantendo-se oportuno e vivo ao longo de gerações, encaramos a cartilha maternal como um legado nacional, como património imaterial, devido às memórias associadas a ela”, afirma Elisa Rodrigues, do Museu João de Deus.
Segundo a documentalista, o livro escrito por João de Deus alterou a forma como se aprende e virou o foco para o aluno que aprende a ler e não tanto para o professor que ensina.
Ao querer conferir-lhe um “caráter mais permanente e por a querer contextualizar no ensino pré-escolar, João de Deus Ramos tornou-a num dos pilares principais da metodologia que caracteriza o ensino nos Jardins-Escolas João de Deus por ele idealizados, onde crianças têm vindo a ser alfabetizadas com sucesso, através desse sistema”, considera Elisa Rodrigues.
De acordo com o presidente da Associação Jardins-Escola João de Deus, António Ponces de Carvalho, o livro, “que outrora fora o símbolo da luta dos que por iniciativa privada tentavam extinguir o analfabetismo dos falantes de língua portuguesa, é agora reivindicada como a consciência da relevância da literacia”.
O pedagogo João de Deus foi recentemente homenageado pelo Presidente da República. Na altura, no Algarve, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ter andado “uma vida inteira à espera deste momento” para lhe agradecer tê-lo ensinado “a amar mais Portugal”.
- Noticiário das 10h
- 12 mai, 2026








