27 jul, 2023 - 20:42 • Redação
O austríaco Peter Höengesberg, as norte-americanas Annie Gao e Maria Krunic e Antonius Raats (Países Baixos) são músicos que vão atuar no Festival Internacional do Carrilhão de Mafra, a ter início no domingo.
Com o contributo de músicos europeus e norte-americanos, "em 2023 o repertório é diversificado, do período Barroco à música contemporânea", refere em nota de imprensa a organização do festival, repartida entre o Palácio Nacional e a Câmara Municipal de Mafra.
O festival, que se prolonga até 27 de agosto, arranca no domingo com um concerto por Peter Höengesberg, da Áustria, homenageando os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em Lisboa.
O carrilhanista, ele próprio peregrino, vai interpretar hinos religiosos alemães, incluindo peças do compositor Johann Sebastian Bach.
A 6 de agosto, o público pode assistir à reposição de "As Quatro Estações", de Antonio Vivaldi, ciclo de quatro concertos para violino, transposto para carrilhão, num concerto especial a quatro mãos, interpretado pelos carrilhanistas portugueses Abel Chaves, diretor artístico do festival, e Ana Elias.
Neste concerto, é tocado um arranjo de Abel Chaves, pensado exclusivamente para as características especiais do carrilhão histórico do Palácio Nacional de Mafra.
A 13 de agosto, é a vez da norte-americana Annie Gao dar um concerto baseado em repertórios clássicos e contemporâneos.
A 20 de agosto, o neerlandês Antonius Raats apresenta-se a concerto com sonoridades do estilo contemporâneo, bem como temas de Mozart, Purcell e Bach.
O festival encerra a 27 de agosto, com a jovem carrilhanista norte-americana Maria Krunic, que traz a Mafra um repertório de composições na sua maioria contemporâneas.
Os concertos, de entrada gratuita, realizam-se no Claustro Sul do Palácio Nacional de Mafra, iniciando entre as 16h00 e as 17h30.
Os dois carrilhões e os 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia e dos carrilhões, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do Palácio Nacional de Mafra, classificado como Património Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em julho de 2019.
O conjunto sineiro, que esteve 20 anos sem tocar por falta de obras e foi classificado como um dos "Sete sítios mais ameaçados na Europa", pelo movimento de salvaguarda do património Europa Nostra, foi sujeito a obras de restauro que terminaram em 2020, num investimento de 1,7 milhões de euros.