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"Óscares do Turismo". Parques de Sintra distinguida pela 12.ª vez consecutiva

24 nov, 2024 - 23:32 • Lusa

A Parques de Sintra-Monte da Lua foi novamente considerada a "Melhor Empresa do Mundo em Conservação".

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A Parques de Sintra-Monte da Lua foi distinguida nos World Travel Awards na categoria de "Melhor Empresa do Mundo em Conservação", pelo 12.º ano consecutivo, desde 2013, anunciou este domingo a sociedade que gere os monumentos e parques sintrenses.

A empresa, que recebeu no Funchal, na ilha da Madeira, mais um "World"s Leading Conservation Company" vê, assim, "a excelência do seu trabalho novamente aclamada a nível internacional com este prestigiado troféu", lê-se num comunicado da sociedade de capitais públicos.

Os World Travel Awards, criados em 1993, são considerados internacionalmente os "Óscares do turismo" e "reconhecidos globalmente como selo de qualidade, pelo que constituem uma das distinções mais prestigiantes para as empresas do ramo", nas diversas categorias, eleitas "através de votação "online" pelos profissionais da área e pelo público em geral", salienta-se na nota enviada à Lusa.

A presidente do conselho de administração da Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), que recebeu o prémio na gala, considerou que continuar a vencer os World Travel Awards como "Melhor Empresa do Mundo em Conservação" após 12 anos consecutivos "só é possível num projeto bem-sucedido, onde conhecimento e profissionalismo, numa área de grande sensibilidade cultural, são uma alavanca para fazer melhor no projeto seguinte".

"Este trabalho que vem sendo consistentemente reconhecido, tanto a nível nacional como internacional, permitiu que, ao longo dos últimos 10 anos, mais de 25 milhões de pessoas tenham comprado ingressos para visitar o património cultural e natural que gerimos", afirmou Sofia Cruz, citada na nota.

A responsável referiu que, nesse período, foram concretizados "investimentos no valor de 40 milhões de euros graças ao círculo virtuoso que caracteriza o modelo de gestão pioneiro da empresa, centrado na capacidade de o património gerar receitas que são depois reinvestidas na sua recuperação e manutenção".

"São factos que demonstram que estamos no caminho certo, pelo que, futuramente, prevemos investir mais cerca de 30 milhões de euros na valorização do património que nos foi confiado, sempre com o mesmo rigor e com a mesma capacidade de inovar que nos elevou a referência mundial na nossa área", acrescentou.

A empresa sublinhou o destaque que Portugal tem tido nos últimos anos nos World Travel Awards, conquistando prémios em várias categorias, que "espelham não apenas o crescimento do turismo no país, mas também a elevada qualidade da sua oferta".

A PSML é uma sociedade de capitais públicos criada em 2000, no seguimento da classificação pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) da Paisagem Cultural de Sintra como Património Mundial.

Gere o parque e Palácio Nacional da Pena, Chalet da Condessa d"Edla, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre.

A empresa tem como acionistas a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra (distrito de Lisboa), e não recorre ao Orçamento do Estado, assegurando a recuperação e manutenção do património que gere através das receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

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  • José
    27 nov, 2024 Almornos 02:11
    Não estou contra o investimento em património, mas tenho que lamentar o uso de tantos milhões de euros na aquisição e restauro de imóveis, em embelezamento de rotundas e sua manutenção e onde vivo, em Almornos paga-se saneamento na conta da água, que duplicou nos últimos anos, mas praticamente metade da população não tem saneamento básico, pois apenas há meia dúzia de anos aqui foram feitas obras de saneamento, no entanto abrangeram apenas pouco mais de metade da população, mas o mais irónico é que a conta da água passou para o dobro, mesmo para aqueles como eu e tantos outros, que não foram abrangidos pelas obras de saneamento, com a desculpa de não haver verbas. E passados alguns anos assim continuamos a pagar esgotos sem os ter, porque as verbas da CMS são para comprar Quintas, Palácios e Palacetes e não para dar condições de salubridade a quem paga IMI e esgotos sem que no entanto os tenha. É assim que se vive em Almornos, a cerca de 7 kms do edifício da Câmara Municipal de Sintra e a 8 kms da capital deste país, onde a olhar por este exemplo, ainda se vive como na idade média. São os governantes que elegemos , com as sua prioridades, onde o bem estar de quem os elege só é lembrado a uma ou duas semanas das eleições , normalmente aqui em ALMORNOS com uns poucos metros de estrada principal re-asfaltada e com um ou outro buraco tapado. São estes os governantes que temos, mas não os que merecemos.

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