Feira do Livro de Lisboa vai plantar cerca de 9 mil árvores
20 mai, 2025 - 15:17 • Maria João Costa
De 4 a 22 de junho, o Parque Eduardo VII recebe a Feira do Livro de Lisboa, este ano com 350 pavilhões e mais de 960 marcas editoriais. Dos três mil eventos, mais de 1200 serão com a presença de autores nacionais e internacionais. Na apresentação, Carlos Moedas anunciou a abertura da Biblioteca Mega Ferreira que vai estar aberta 24 horas por dia.
O espaço do Parque Eduardo VII já não permite aumentar o espaço da Feira do Livro de Lisboa, mas a APEL – a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – não pondera mudar para outro local esta que já é uma feira “indissociável” daquele eixo da cidade.
A ideia foi deixada esta terça-feira por Miguel Pauseiro, o presidente da APEL, na apresentação da edição deste ano da feira que começa a 4 de junho e decorre até 22 de junho. A 95.ªedição conta com 133 participantes.
“Serão 350 pavilhões que representam 960 chancelas”, indicou o responsável da APEL que detalha que estarão à venda na Feira do Livro de Lisboa “85 mil títulos”. Por cada grupo de 100 livros vendidos, a feira vai este ano, numa parceria com a empresa The Navigator Company, plantar uma árvore.
“Fizemos um acordo com uma das grandes empresas que trabalha na área florestal. É a iniciativa ‘Vamos plantar livros’. Por cada livro vendido na feira vai haver uma consequência concreta na reflorestação. Estimamos que poderão vender-se entre 700, a 800 mil livros na feira o que significa que possamos vir a plantar entre 7 mil a 9 mil árvores no nosso pais”, explica Pauseiro.
Ao longo das quase três semanas de feira, que incluem três feriados, haverá três mil eventos, indicou o presidente da APEL, que destaca o facto que, desses três mil, cerca de 1200 serão com a presença de autores nacionais e internacionais.
Na feira haverá este ano sete praças, uma delas a Praça Verde, um novo espaço para a realização de eventos. Haverá também concertos à sexta-feira às 22horas no Auditório Norte com atuações como as de Teresa Salgueiro.
Além da programação infantil, a feira continua apostada em melhorar as acessibilidades. Conta este ano “com rampas móveis” para melhor acesso a alguns dos espaços, indicou a APEL.
A feira vai funcionar de segunda a quinta-feira entre as 12h00 e as 22h00, às sextas-feiras e véspera de feriados até às 23h00. Ao sábado a abertura é às 10h00 e aos domingos e feriados a feira encerra às 22h00. Durante a feira, a APEL organiza algumas homenagens a Pedro Sobral, o antigo presidente dos Editores e Livreiros que morreu vitima de atropelamento em dezembro passado.
Biblioteca Mega Ferreira vai estar aberta 24 horas por dia
Na apresentação na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa, esta terça-feira, marcou presença o autarca de Lisboa. Carlos Moedas confirmou que este ano a autarquia aumentou para 135 mil euros o apoio que dá à Feira do Livro de Lisboa.
Na ocasião, o presidente da Câmara anunciou a abertura da nova Biblioteca Mega Ferreira que será inaugurada esta quinta-feira, dia 22 às 17h00.
“Terá o espólio de António Mega Ferreira que nos foi deixado. Estará aberta 24 horas para as pessoas aproveitarem a ideia de que uma biblioteca está sempre em funcionamento”, explicou Moedas
Este novo equipamento cultural ficará instalado na Parque Expo, no Pavilhão de Portugal. “Queremos honrar Mega Ferreira, alguém extraordinário que deixou uma marca na cidade e no país”, sublinhou o autarca que anunciou também a abertura de uma nova livraria municipal, a “Livraria Lisboa Cultura”, no Rossio, em Lisboa.
APEL disponível para voltar à Feira do Livro Porto
Na conferência de imprensa desta terça-feira, a Renascença questionou a direção da APEL sobre a Feira do Livro do Porto, a qual deixou de contar com a participação daquela associação. Miguel Pauseiro indicou que "estão disponíveis" para regressar aquela feira que é organizada pela autarquia.
"Mantemos uma relação próxima com a câmara, mas a autarquia está satisfeita com o modelo que tem", explicou o presidente da APEL que diz "respeitar" a posição da autarquia. Pauseiro sublinhou, no entanto, que a APEL admite a possibilidade da participação em "outros eventos" que promovam o livro e a leitura.
- Noticiário das 9h
- 12 mai, 2026








