Velório de Eduardo Gageiro realiza-se na quinta-feira em Sacavém
04 jun, 2025 - 22:01 • Lusa
Fotojornalista faleceu esta quarta-feira em Lisboa, aos 90 anos.
O velório do fotojornalista Eduardo Gageiro, que morreu esta quarta-feira, em Lisboa, aos 90 anos, realiza-se na quinta-feira, a partir das 18:00, na Academia Recreativa Musical de Sacavém, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
O funeral será na sexta-feira, às 11:00, no Cemitério de Sacavém, concelho de Loures.
Eduardo Gageiro, que nasceu em Sacavém, em 1935, deixa um vasto arquivo de uma obra de décadas que ilustra realidades políticas, sociais e culturais do país, modos de vida e personalidades diversas, num registo histórico desde a década de 1950 até à atualidade.
Durante a ditadura, captou imagens das condições de pobreza em que vivia grande parte da população portuguesa, tendo tido vários episódios de confronto com as autoridades da época, chegando a ser preso pela PIDE, polícia política, por causa das imagens "inconvenientes" ao regime.
Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém, entre 1947 e 1957, "conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciaram na sua decisão de fazer fotojornalismo", lê-se na biografia disponível no seu "site" (https://www.eduardogageiro.com/).
Gageiro publicou a sua primeira fotografia aos 12 anos no Diário de Notícias, "com honras de primeira página", iniciando a atividade de repórter no Diário Ilustrado em 1957.
Ao longo da carreira trabalhou para as revistas O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, foi correspondente da agência Associated Press em Portugal, editor da revista Sábado e manteve uma longa atividade como "freelancer".
Eduardo Gageiro foi condecorado como comendador da Ordem do Infante D. Henrique e cavaleiro da Ordem de Leopoldo II, da Bélgica.
Entre as distinções da sua carreira, conta-se o World Press Photo em 1975, por uma imagem de António de Spínola, na clarividência da derrota iminente, com a passagem da História. .
Mestre Fotógrafo Honorário da Associação de Fotógrafos Profissionais desde 2009 é o único português com uma fotografia em exposição permanente na Casa da História Europeia, em Bruxelas, desde 2014, indica a sua biografia.
No início deste ano, a Câmara Municipal de Torres Vedras adquiriu o acervo do fotógrafo, que já se mantinha à sua guarda e conservação.
Até 13 de setembro está patente na Galeria Municipal de Torres Vedras a exposição "Pela Lente da Liberdade", que parte desse acervo.
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