17 jun, 2025 - 21:02 • Maria João Costa
Em comum, as duas coreografias que a Companhia Nacional de Bailado (CNB) leva ao palco do Teatro Camões a partir de quinta-feira têm o facto de serem criações de coreógrafos suecos.
“Walking Mad”, de Johan Inger, é uma estreia no reportório da CNB. Em entrevista ao Ensaio Geral, da Renascença, o diretor artístico, Fernando Duarte, explica se trata de “uma peça com mais de 20 anos”, mas que nunca tinha sido dançada pela companhia portuguesa.
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“Foi estreada pela companhia onde Johan Inger atuou como intérprete e deu os seus primeiros passos como coreógrafo. Está muito presente nos palcos europeus e mundiais no reportório de várias companhias. Chega agora a Portugal e é um privilégio poder tê-la no repertório deste coreógrafo tão significativo no panorama contemporâneo”, detalhe Fernando Duarte.
Esta é uma peça que tem como pano de fundo musical uma peça icónica, o “Bolero” de Ravel. É uma obra com um “ambiente hipnótico e repetitivo”, indica o diretor artístico, que acrescenta que essa ambiente serve de “base para a construção do bailado”.
É uma coreografia que fala da “complexidade das relações humanas, das separações, dos confrontos, dos embates”, destaca Fernando Duarte.
A outra coreografia que a CNB leva à cena neste novo espetáculo é “Cacti”, de Alexander Ekman, outro coreógrafo sueco que a companhia já dança há alguns anos.
Apelidado “l’enfant terrible” da dança contemporânea, Ekman cria uma “paródia”, diz o diretor artístico. Em palco, 16 bailarinos são acompanhados pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos.
“Walking Mad” e “Cacti” vão estar em cena até 29 de junho, no Teatro Camões, em Lisboa.