15 jul, 2025 - 18:06 • Maria João Costa
Depois de muitos avanços e recuos, de empreiteiros que desistiram do concurso, vai finalmente avançar a empreitada de alargamento do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Na assinatura do protocolo, esta terça-feira, o presidente do CCB considerou que se trata de “um momento de importância decisiva para a cidade de Lisboa e para o futuro do país”.
Nuno Vassalo e Silva explicou que a construção de um hotel com 161 quartos duplos e um aparthotel com 126 unidades, bem como de uma área de comércio e serviços “não surge como uma ruptura ou improviso, mas como desenvolvimento orgânico e coerente daquilo que já é o CCB”.
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Serão 32.500 metros quadrados de construção que vai permitir criar naquela zona de Belém um novo eixo. “Não se constrói por vaidade, nem apenas por desenvolvimento económico”, apontou Vassalo e Silva.
“Falamos de construir para os vários públicos que habitam e visitam este espaço — os que vêm pela cultura, pela arte, pela aprendizagem, mas também os que aqui encontram trabalho, descanso, convivência. Queremos que este espaço continue a ser lugar de encontros improváveis, de vivências enriquecedoras, de acolhimento e descoberta”, referiu o presidente do conselho de administração do CCB.
Num discurso perante antigos presidentes do CCB, Vassalo e Silva apontou: “Vivemos tempos onde, por vezes, se pretende apagar o que veio antes para dar espaço ao que vem depois. Mas nós acreditamos que a história é um continuum — uma linha de desenvolvimento sem interrupções ou alçapões”.
A nova construção que, segundo a Alves Ribeiro tem fim previsto para julho de 2029, vai permitir ao CCB um reforço da sustentabilidade financeira da instituição. Em declarações à imprensa, no final da apresentação, Vassalo e Silva indicou que será “mais uma fonte de receita” e que isso será “fundamental para a Fundação CCB”.
Ao mesmo tempo, e à margem desta apresentação o responsável adiantou que o CCB está a trabalhar num bilhete comum com descontos de 20% para a zona de Belém.
A ideia está a ser trabalhada em conjunto com o MAAT, o Pavilhão Julião Sarmento e o Espaço Coleção Arte Contemporânea Lisboa Cultura, este dois equipamentos inaugurados recentemente e que ficam no eixo onde o CCB irá edificar os dois novos módulos.