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Morreu Robert Redford, lenda do cinema norte-americano, aos 89 anos

16 set, 2025 - 13:18 • João Malheiro

Ator e realizador, Robert Redford tornou-se um dos maiores símbolos do cinema com presenças marcantes em westerns, comédias românticas e thrillers. Um homem de causas, o artista destacou-se pela luta em defesa do ambiente.

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O ator e realizador Robert Redford morreu esta terça-feira, aos 89 anos.

A notícia está a ser avançada pelo "The New York Times", que aponta que o artista morreu enquanto dormia na sua casa no Utah.

Uma figura incontornável do grande ecrã norte-americano, Robert Redford afirmou-se como protagonista de westerns, comédias românticas e dramas criminais. Mais tarde, começou a realizar os seus próprios filmes, o que lhe valeu várias nomeações para Óscar.

Começou na televisão em séries thriller como "Alfred Hitchcock Presents" e "The Twilight Zone", nos anos 60. Ainda nesta década, chegou ao cinema, começando a destacar-se como protagonista em filmes como "Descalços no Parque" e os westerns "Dois Homens e Um Destino" ou "As Brancas Montanhas da Morte".

A sua primeira nomeação para Óscar surgiu pela primeira vez pelo seu papel no filme criminal "Golpe de Mestre", de 1973.

Era também um protagonista recorrente de dramas românticos como "África Minha" ou "O Nosso Amor de Ontem". Foi, ainda, estrela de thrillers como "All the President's Men", "Proposta Indecente" e "Os Três Dias do Condor".

Mais tarde, Robert Redford decidiu colocar-se atrás da câmara e realizar o filme "Gente Vulgar", em 1980. O filme valeu-lhe o único Óscar competitivo, enquanto Melhor Realizador.

Em 2002, a Academia de Cinema norte-americana entregou-lhe um Óscar honorário.

O filme "The Old Man & the Gun", lançado em 2018, foi a última longa-metragem que gravou antes de anunciar a sua intenção de se reformar em definitivo. O último filme em que apareceu foi "Vingadores: Endgame", numa pequena aparição da personagem que tinha já interpretado em "Capitão América: Soldado de Inverno".

Defensor e impulsionador do cinema independente, Robert Redford é, igualmente, um dos fundadores do festival de cinema Sundance, criado em 1981.

Fora do ecrã, o artista era conhecido pelas suas preocupações ambientais, os direitos dos nativo-americanos e das pessoas LGBTQIA+.

Ao longo do primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2020, Robert Redford criticou constantemente o Presidente dos Estados Unidos, considerando que era "um monarca disfarçado" que não tinha "qualquer tipo de bússola moral".

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