19 set, 2025 - 13:27 • Daniela Espírito Santo , João Malheiro
A luta (dos bonecos) continua. A série de comédia "FELP" vai ter uma nova temporada em 2026, garante à Renascença o realizador e cocriador Manuela Pureza.
Por agora, não há, ainda, uma data prevista para a estreia de novos episódios, mas há a expectativa que tal aconteça na primeira metade do próximo ano.
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De acordo com dados da RTP enviados à Renascença, "FELP" é, até agora, o terceiro programa de ficção mais visto da RTP1, em 2025. A série contou com 8,8% de share e 419 mil espectadores.
Já na RTP Play, os resultados totais apontam que "FELP" é o segundo conteúdo nacional mais procurado do ano, a seguir ao programa "Ruído".
Ao todo, a série teve 192 mil reproduções e 51 mil utilizadores a assistir na plataforma digital do canal público.
"FELP" é o regresso da equipa por trás de "Pôr do Sol", um fenómeno de popularidade do canal público que teve direito a duas temporadas e uma longa-metragem lançada em salas de cinema.
Henrique Dias, Rui Melo e Manuel Pureza trazem o registo cómico já característico para uma história sobre um Portugal onde bonecos de peluche e humanos vivem em conjunto.
No entanto, os seres felpudos e pequenos são alvo de preconceito e vistos, frequentemente, como cidadãos de segunda. Uma onda de raptos é a gota de água que leva um grupo de bonecos a organizar-se em protesto por direitos iguais.
Ao longo dos episódios, vamos acompanhar o percurso deste grupo de bonecos que só queria ser tratado com respeito, mas acaba julgado em tribunal.
Ao podcast de filmes e séries da Renascença "Watch Party", Manuel Pureza refere que, através dos bonecos, a série "pode falar sobre coisas importantes e continuar a meter dedos em feridas que dão risa em vez de dor".
"O facto de serem bonecos faz deles uma minoria. Portanto, brincar com as minorias é brincar pela forma como o país olha para as minorias. Nos dias em que correm, isso está posto em causa muitas vezes", diz o realizador, sublinhando os temas do racismo e da xenofobia que se têm tornado em debates constantes no espaço público.
"O FELP aponta o dedo não só às minorias e como se organizam, mas também a como as pessoas reagem às minorias", acrescenta.
A entrevista completa a Manuel Pureza ao podcast "Watch Party" está disponível nas plataformas habituais e em rr.pt