Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 09 jun, 2026
A+ / A-

Óbito

Morreu Eduardo Batarda, uma das “vozes mais originais da pintura portuguesa”

19 set, 2025 - 14:11 • Maria João Costa

O pintor faleceu esta manhã, aos 81 anos, em Lisboa, na sequência de doença prolongada. Eduardo Batarda foi professor na Faculdade de Belas Artes. A sua obra está presente nas principais coleções de arte públicas e privadas. Era pai da atriz Beatriz Batarda.

A+ / A-

“O seu legado permanecerá como testemunho incontornável de uma das vozes mais originais da pintura portuguesa contemporânea”. É desta forma que a Galeria Miguel Nabinho recorda Eduardo Batarda, o pintor que morreu esta manhã, em Lisboa, aos 81 anos, na sequências de doença prolongada.

Pai da atriz Beatriz Batarda, o artista foi professor durante décadas na Faculdade de Belas-Artes, de Lisboa, onde “exerceu uma influência decisiva na formação de inúmeros artistas”, destaca a galeria num comunicado conjunto com a Galeria Pedro Oliveira que representava o pintor.

Neste comunicado, também assinado pela família, é destacada a “originalidade e rigor da obra” de Batarda.

Nascido em Coimbra em 1943, o artista começou por estudar medicina, mas acabou por optar pelas artes, tendo-se licenciado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1968.

Antigo bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Eduardo Batarda fez uma pós-graduação no Royal College of Art, em Londres, onde viveu entre 1971 e 1974.

“Com um percurso singular iniciado nos anos 60, foi autor de uma pintura profundamente pessoal, marcada pela ironia, pela liberdade formal e pela densidade intelectual, capaz de cruzar referências literárias, musicais e visuais”, referem as galerias no comunicado de pesar.

A obra de Eduardo Batarda está presente em diferentes coleções privadas e públicas, desde logo no acervo do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como na Coleção de Arte Contemporânea do Estado e no acervo do Museu do Chiado.

Ao longo da sua carreira, Eduardo Batarda recebeu vários prémios. Em 2005 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 2007 recebeu o Grande Prémio EDP e em 2020, o Governo português atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 09 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque