26 set, 2025 - 22:18 • Maria João Costa
Os resultados da iniciativa cheque-livro “foram pouquinhos” e é preciso melhorar a medida, defende o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à Renascença.
Em declarações à margem da Festa do Livro, no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa lamenta que os resultados do cheque-livro tenham ficado aquém, mas enaltece a ideia de aumentar o valor para que os jovens possam comprar livros.
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“Foi muito difícil pôr em prática burocraticamente. Demorou muito tempo, foi difícil de construir e os resultados foram pouquinhos. A ministra já assumiu o compromisso de dar um montante maior, deve-se melhorar a burocracia”, afirma o chefe de Estado e amante de livros.
Na sua primeira edição, o cheque-livro no valor de 20 euros destinou-se a jovens nascidos em 2005 e 2006. A iniciativa foi prolongada até 15 de julho, devido à reduzida taxa de execução.
Nesta entrevista à Renascença, Marcelo Rebelo de Sousa considera que há “um apetite” pela à leitura entre os jovens, como tem constatado na Festa do Livro, e “é preciso estimular esse apetite”.
Nos jardins do Palácio de Belém, o Presidente da República em final de mandato defende o envolvimento de líderes de opinião pública na defesa do livro.
Considera que deve haver “influenciadores” de livros a trabalharem junto de escolas, autarquias e com o Plano Nacional de Leitura.
Depois de deixar a Presidência da República, diz que vai ter “mais tempo para ler e mobilizar mais gente para a leitura”.