11 out, 2025 - 01:07 • Redação
A tartaruga-verde está oficialmente fora do clube das espécies em risco de extinção e pode-se deixar arrastar pelas ondas com maior tranquilidade, dizem os cientistas.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) partilhou esta sexta-feira a nova "Lista de Espécies em Ameaça" e confirmou-se uma melhoria no seu estado passando de "Em Perigo" para "Pouco Preocupante". Este comunicado foi revelado no congresso mundial da UICN em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
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Fazer sopa de tartaruga, comer ovos como iguaria e carapaça para decoração são hábitos históricos não recomendados pelos cientistas que colocaram esta espécie em risco. Ou seja, o seu habitat estava danificado por ação humana e, por isso, pelas alterações climáticas. A população aumentou aproximadamente 28% desde a década de 1970, apesar das ameaças persistentes, mas não era suficiente.
"A recuperação global em curso da tartaruga-verde é um exemplo poderoso do que a conservação global coordenada ao longo de décadas pode alcançar para estabilizar e até mesmo restaurar as populações de espécies marinhas de longa vida", declarou Roderic Mast, copresidente do Grupo de Especialistas em Tartarugas Marinhas da Comissão de Sobrevivência de Espécies da UICN.
A boa-nova para a biodiversidade é resultado do patrulhamento de praias e da "proteção das fêmeas em nidificação e dos seus ovos na praias", evitando a captura acidental por redes de pesca.
Os cientistas da UICN alertam a necessidade de reduzir "a colheita insustentável de tartarugas e ovos para consumo humano", já que as tartarugas-verdes ainda estão muito abaixo dos números históricos. Camboja, Cabo Verde, Myanmar e Quénia são, por exemplo, alguns dos países que a organização não-governamental Fauna e Flora está a investir esforços para proteger a espécie que vive em águas tropicais e subtropicais por todo o mundo.
Neste momento, duas das sete espécies vivas de tartarugas marinhas estão criticamente ameaçadas. Na Austrália, estão a nascer menos crias de tartaruga e a ajuda para conservação é urgente.
A lista inclui, na integra, 172.620 espécies, das quais 48 mil em ameaça de extinção – um aumento de 6.559 espécies em geral em relação à versão anterior do documento.
As focas do Ártico são uma das novas entradas na lista como animal em risco extinção, devido à perda de gelo marinho devido às alterações climáticas.