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Festival Olhares do Mediterrâneo distingue longa-metragem "My Sextortion Diary"

03 nov, 2025 - 00:04 • Lusa

"My Sextortion Diary" retrata o crime de extorsão sexual e, segundo o júri, "é um filme urgente e profundamente atual: cru, político e profundamente emancipador".

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O documentário "My Sextortion Diary", da realizadora espanhola Patricia Franquesa, ganhou o Prémio de Longa-Metragem da 12.ª edição do festival Olhares do Mediterrâneo, dedicado ao cinema feito por mulheres, anunciou hoje a organização em comunicado.

"My Sextortion Diary" retrata o crime de extorsão sexual e, segundo o júri, "é um filme urgente e profundamente atual: cru, político e profundamente emancipador".

O festival, que decorre até quinta-feira em Lisboa, premiou com uma menção honrosa o documentário "Echo of Sunken Flowers", da italiana Rosa Maietta, na competição de longas-metragens.

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O Prémio de Melhor Curta-Metragem foi atribuído ao filme "Made of Sugar", da cineasta espanhola Clàudia Cedó, que aborda as pessoas com deficiência.

"Chikha", uma "curta" coproduzida por França e Marrocos, com realização de Zahoua Raji e Ayoub Layoussifi, recebeu uma menção honrosa.

O prémio da secção Travessias, dedicada a filmes sobre migrações, racismo e colonialismo, foi para "Almost Certainly False", da realizadora turca Cansu Baydar.

A palestiniana Shayma"Awawdeh recebeu uma menção honrosa na mesma competição pelo filme "This home is ours".

Na categoria Começar o Olhar, destinada a filmes de escolas, o vencedor foi o documentário "Diorama", da italiana Elena Conti, tendo "Cantos da Metamorfose Ou Aquela Vez Em Que Eu Encarnei Como Boto", de Ainá Xisto, uma coprodução luso-brasileira, recebido uma menção honrosa.

O Prémio Inatel, concedido a produções portuguesas, foi para a curta-metragem "Viajante 1", filme de Luísa Villas-Boas que "faz uma homenagem aos primórdios do cinema".

A longa-metragem "Shrinking Space", de Cristina Mora e Norma Nebot, e a curta-metragem "Palestine Islands", de Nour Ben Salem e Julien Menanteau, foram os filmes mais votados pelo público.

O festival é uma iniciativa da Olhares do Mediterrâneo - Associação Cultural com o CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropolo.

Na Cinemateca Portuguesa, um dos locais do festival, serão exibidos, entre segunda e quinta-feira, quatro filmes das cineastas bósnia Jasmila Zbanic e sérvia Mirjana Karanovic, centrados na violência, nos genocídios da Guerra Civil Jugoslava (1991-2001) e nos rastos que deixou na vida das pessoas.

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